Pá, evidentemente que tudo terá o seu fim. Este "tudo" é um bocado bruto, mas real.
este blog era para mim uma celebracao nostálgica da mente derisiva sem ser evasiva, da qual já tinha evoluido há muito tempo. Uma alcunha que brevemente tive num dia de ressaca pós noitada de experimentacao alcoólica ousada. Sim, a alcunha é auto-gozadora. Uma pr(á)ivate joke que pr(á)ivate permanecerá.
Depois de tantos e vastos desertos de posts, resta-me deixar o droff no passado de onde ele nao saiu, apenas visto pelo eu mais universitário mas nao necessáriamente académico. Foi um bom escape, e uma forma de alcance ainda melhor. Gente nova que se leu e me leram a mim, e a perceberem algumas coisas. A (minha) evolucao continua! :)
Acho que estas droffadas nao diferem muito das antigas do papel. Mas teem que acabar. Agora formado e empregado, um droff tem que ter mais cuidado com aquilo que escreve. Sobretudo quando assina droff.
eu explico-me melhor:
vou voltar sim a bloggar, regularmente e em mais do que duas frentes, mas vou assinar com o nome que o shor Joao e a D. Eduarda me impingiram back in 80.
A escrita vai ser forcosamente diferente, muito menos pessoal sem deixar de ser opinionada, vai ser menos sentida e mais pensada e trabalhada, com outlets pertinentes em mente.
Tou cheio de false friends no que aqui escrevo, eu sei, mas aguente-se. Estou a escrever isto tudo de uma vez só, uma ultima vez.
Portanto, acho que é hora de por o droff a shónar, porque como qualquer outro humanóide, só tenho direito a uma conta de google sem ter que ter uma dupla-identidade internética. Por isso é droff pá reforma, e bola (urgh) pá frente.
Muito para escrever, desenvolver e alocar. Estou abismado com o volume de cenas que tenho acumulado para desenvolver "a meu tempo"... como se houvesse muito disso...
Daí sacrificar o droffito. Já o foi feito, e quem por aqui passou e testemunhou o vazio de meses sem posts, já o sentia. Mas achei por bem explicar-me antes de migrar-me para a identidade mais primária e frontal. Já faltou mais.
Nao esqueceremos, pois nao deixaremos de escrever! :D
Voltarei para vos linkar aos meus pousios novos.
(e nao, nao vou demorar outro mes inteiro a fazer isso)
Até já a tutti, this is droff saying
droff out.
Sexta-feira, Abril 10, 2009
Sábado, Março 07, 2009
Terça-feira, Agosto 19, 2008
droffada das antgas #1.2
por tico droff & teco droff
NDD (Nota de droffador): com "droffada das antigas", refiro-me a como me revi quando reli esta treta que escrevi faz quase um ano. Noutra casa, noutra vida, noutro esquema, ou falta de um...
Mas revi esse droff aqui neste rascunho apenas e só porque era isso mesmo - nao estava minimamente editado. Fez-me regressar aos cadernos do droff original. Porque o droff original, o do papel e caneta e da mancha de café nao re-escrevia a ponta dum corno... na altura era o que saía, quando saía, e porque o que saía, quando saía, marcava o mini-zeitgeist do droff. e droff reconhece hoje com falso orgulho que droff nunca foi tao droff como quando comecou a ser droff. Todas aquelas palavras naquela altura fugiam deliberadamente da qualidade, esse elemento literário tao questionável... népia, era mesmo só um auxiliar de memória. Para um gajo se rir depois...
Mas hoje em dia aqui nao se deixa nada por re-escrever. editar, a bem dizer. o droff desde entao educou-se, se bem que aos trambolhoes, até ao ponto de reconhecer o quão necessária aquela disciplina primária sempre fora. Se ao menos tivesse sida encorajada em vez de forçada...
Foda-se, granda NDD...
adiante:
Hoje, por necessidade meramente anti-escapatória (e daí...),e enquanto submerso em tensão de uma daquelas partidas da l(á)ife que te fazem escolher uma forma específica de futuro, abri este f(á)ile pela primeira vez em pelo menos seis meses e ri-me com a falta de forma - método - reminiscente desse droff primário. Tentei nao re-escrever, em auto-homenagem (que se foda, isto é á pala, mesmo) ao que foi esqueleto do droff. Mas foi impossivel. O droff, hoje educado e auto-pretensioso da tanga (como se quer), teve que polir inicio, fins e outras gralhas.
Entao sem mais demoras...
pronto, talvez só mais uma:
NDD#2: o volume deste post é suposto ser uma mísera tentativa de redencao para com o tempo de ausencia recente, passada e futura do droff daqui da blogvillage (acabei de cóinar a palavra). Nao dá para já para voltar ao tipo de discurso do droff semi-recente, porque é tempo de transmutacao nervosa, mas potencialmente saudável.
Portanto... acabada de (copiar &) pastar de uma suave segunda rascunhacao, têm aqui uma droffada das antigas, que é uma daquelas cenas que eu descreveria como sendo longa e (quase) livre o suficiente para garantir um desenrasco de uma semana ou duas, se tiverem sem papel higiénico mas com uma impressora minimamente rápida.
Portanto sem mais further-a-do, aqui fica uma droffada das antigas...
que se chama.......
escrevendo & andendo
Tempo de viajar,
ou nao.
foi sim...
"Definitivamente" é muito tempo. Tenho dito.
eu desde sempre soube ficar
até que um dia aprendi a fugir
sem ter a que que querer pertencer
mobilidade precisa-se, para fugir ou ficar
Porque agora há poder de opcao.
Sempre soube tambem regressar
a tempo sempre limitado.
mas sempre fui bem recebido,
e em amizades embebido,
de volta aos ontens que nao cantavam
as diferencas sempre foram demais
entre onde estive e onde estou
e nenhuma é onde quero estar
The journey begins (again)
prelude to a trip
the state is set
up high in low lands
but not just yet
before that, cold will get colder
and lone will become wiser
and older and glad for it
caminhada isolada no tempo
que mente
como tudo o que passa
e já foi
hoje mergulho para mais tarde submergir
talvez mais velho e mais sábio
mais motivado e construtivo
talvez um dia
crescer nao é uma afirmacao, mas mera opcao
uma boa ambicao de se ter
mas cumprir é que é pior
ninguem sabe o que farei de nós
porque ainda nao tenho a voz
para marcar estilo ou marcar passo
deixar a marca e basar
viajar á margem do teu mundo
que nao vou alcancar
para já.
mas nao é por isso que desisto,
apenas procuro outro plano
que faca mais sentido.
um mais conciso e bacano.
nao saberei como poderá ser
enquanto nao matar o ego
por uma tarde de sol frio
quero ver o resto que ainda nao vi
tentar perceber que nada é trivial
e concordar em discordar
sem questionar tolerancias
preciso de uma musa
que desfaca sua máscara
apenas para mim.
nao há muito disso hoje em dia
há muitos eus em conflicto.
nao há nós, e ainda nao há voz
para reconhecer outra que mereca
tambem ser ouvida
parti tarde e tarde cheguei
á consciencia acrescida
por um tempo vingativo
que ensina a prosperar
se o quisermos.
porque nao há liberdade absoluta
que nao seja temporária,
disfarcada de abstraccao
em vez de refugio
do real imperdulário
e contra-sensico
o desconhecido atribuido
a quem das portas passa
há que ser contido
e absorvido
porque é verdadeiro
abram alas ao subconsciente
deem-lhe um microfone e um grande ecran
ele traz revelacoes absurdas
por subtis que nos acertem
hao de ser elas sim reais
e quem quiser rimas
que as encontre, recorte
e as junte com a nostalgia
de algo que por ter sido nao será
aquilo que pretendia ser
um sorriso constante
confuso
e fodido
com o tempo
Máscaras caem e sorrisos subsistem
se merecerem o nosso amor
porque quem nao fica já foi
esquecido, deixado ao pó
num canto do subsconsciente
para só depois voltar
e é se calhar.
Tenho de me desisolar
e continuar a inventar
porque o real é futil
e aborrecido
distorcido até mais nao
percepcoes sao faceis de condicionar
se deixares
se achares
que tem mesmo que ser assim
O som guiar-me-á
enquanto busco essa musa
em locais aleatórios
porque poucas musas sao reais
independentemente dos tais locais
presentes ou transcendentes
que convidam a esquecer
e recomecar
estou esquecido para já
de quanto ainda nao cresci
e essa é a próxima prova
a dar e cumprir
para domar a besta do ego
há que a esquecer
por uma tarde fria que seja
em terras baixas e acolhedoras
encorajadoras como poucas
com pessoas que ainda valem a pena
e fazem-me acreditar
num real que nao seja
anacronista e banal
um dia já sem mim
talvez
mas hoje nao
hoje é para esquecer
e escrever
queria deixar-te
e vou
por agora
mas até já
daqui a uns dias
talvez mais velho
talvez menos estupido
talvez mais forte, relevante
e confiante,
o que é que vem ai?
será chuva, será vento?
Sim, sao os dois
é agosto em inglaterra
mas para lá da cena má
haverá o click
e a entrada
no mundo do futuro
que pensei nunca chegar a ver
ou sequer imaginar e tracejar
só naquela de confirmar
versatilidade,
o teu nome é verdade
diversidade
na universidade,
uma rápida amizade
acelerada mais tarde
e num dia, há que pensar
em considerar a acreditar
que o sorriso será pussyvel
e que o guiao alem de incrivel
terá alguma piada
e mesmo que nao se aprenda nada
que se ria, ao menos...
trabalho para mim, e só depois para nós
esse acordo faz mais sentido
qualquer dia já nem para eles
a mesma depressao constipada de sempre
mais lenta e anestesiada
demorou mas chegou
em solidoes artificiais
forcadas e sem concorrencia
humana, suficiente
gente vem e já foi
gente nunca fica
gente está, mas nunca é
vai sendo
escrevendo e andendo
fumando e bebendo
lá me vou esquecendo
que o impossivel nem sempre o é
para quem só passa
de amordaçado a adormecido
só sonhar é permitido.
Tudo o resto tem que ser conquistado.
merecido e apreciado
se e quendo calhar
se e quando a sorte sorrir
a quem a quem a souber procurar.
amanhã ou depois...
PS: rusga á tuga: T minus 42 dias.
Bjoz & Abraçoz
droff out
NDD (Nota de droffador): com "droffada das antigas", refiro-me a como me revi quando reli esta treta que escrevi faz quase um ano. Noutra casa, noutra vida, noutro esquema, ou falta de um...
Mas revi esse droff aqui neste rascunho apenas e só porque era isso mesmo - nao estava minimamente editado. Fez-me regressar aos cadernos do droff original. Porque o droff original, o do papel e caneta e da mancha de café nao re-escrevia a ponta dum corno... na altura era o que saía, quando saía, e porque o que saía, quando saía, marcava o mini-zeitgeist do droff. e droff reconhece hoje com falso orgulho que droff nunca foi tao droff como quando comecou a ser droff. Todas aquelas palavras naquela altura fugiam deliberadamente da qualidade, esse elemento literário tao questionável... népia, era mesmo só um auxiliar de memória. Para um gajo se rir depois...
Mas hoje em dia aqui nao se deixa nada por re-escrever. editar, a bem dizer. o droff desde entao educou-se, se bem que aos trambolhoes, até ao ponto de reconhecer o quão necessária aquela disciplina primária sempre fora. Se ao menos tivesse sida encorajada em vez de forçada...
Foda-se, granda NDD...
adiante:
Hoje, por necessidade meramente anti-escapatória (e daí...),e enquanto submerso em tensão de uma daquelas partidas da l(á)ife que te fazem escolher uma forma específica de futuro, abri este f(á)ile pela primeira vez em pelo menos seis meses e ri-me com a falta de forma - método - reminiscente desse droff primário. Tentei nao re-escrever, em auto-homenagem (que se foda, isto é á pala, mesmo) ao que foi esqueleto do droff. Mas foi impossivel. O droff, hoje educado e auto-pretensioso da tanga (como se quer), teve que polir inicio, fins e outras gralhas.
Entao sem mais demoras...
pronto, talvez só mais uma:
NDD#2: o volume deste post é suposto ser uma mísera tentativa de redencao para com o tempo de ausencia recente, passada e futura do droff daqui da blogvillage (acabei de cóinar a palavra). Nao dá para já para voltar ao tipo de discurso do droff semi-recente, porque é tempo de transmutacao nervosa, mas potencialmente saudável.
Portanto... acabada de (copiar &) pastar de uma suave segunda rascunhacao, têm aqui uma droffada das antigas, que é uma daquelas cenas que eu descreveria como sendo longa e (quase) livre o suficiente para garantir um desenrasco de uma semana ou duas, se tiverem sem papel higiénico mas com uma impressora minimamente rápida.
Portanto sem mais further-a-do, aqui fica uma droffada das antigas...
que se chama.......
escrevendo & andendo
Tempo de viajar,
ou nao.
foi sim...
"Definitivamente" é muito tempo. Tenho dito.
eu desde sempre soube ficar
até que um dia aprendi a fugir
sem ter a que que querer pertencer
mobilidade precisa-se, para fugir ou ficar
Porque agora há poder de opcao.
Sempre soube tambem regressar
a tempo sempre limitado.
mas sempre fui bem recebido,
e em amizades embebido,
de volta aos ontens que nao cantavam
as diferencas sempre foram demais
entre onde estive e onde estou
e nenhuma é onde quero estar
The journey begins (again)
prelude to a trip
the state is set
up high in low lands
but not just yet
before that, cold will get colder
and lone will become wiser
and older and glad for it
caminhada isolada no tempo
que mente
como tudo o que passa
e já foi
hoje mergulho para mais tarde submergir
talvez mais velho e mais sábio
mais motivado e construtivo
talvez um dia
crescer nao é uma afirmacao, mas mera opcao
uma boa ambicao de se ter
mas cumprir é que é pior
ninguem sabe o que farei de nós
porque ainda nao tenho a voz
para marcar estilo ou marcar passo
deixar a marca e basar
viajar á margem do teu mundo
que nao vou alcancar
para já.
mas nao é por isso que desisto,
apenas procuro outro plano
que faca mais sentido.
um mais conciso e bacano.
nao saberei como poderá ser
enquanto nao matar o ego
por uma tarde de sol frio
quero ver o resto que ainda nao vi
tentar perceber que nada é trivial
e concordar em discordar
sem questionar tolerancias
preciso de uma musa
que desfaca sua máscara
apenas para mim.
nao há muito disso hoje em dia
há muitos eus em conflicto.
nao há nós, e ainda nao há voz
para reconhecer outra que mereca
tambem ser ouvida
parti tarde e tarde cheguei
á consciencia acrescida
por um tempo vingativo
que ensina a prosperar
se o quisermos.
porque nao há liberdade absoluta
que nao seja temporária,
disfarcada de abstraccao
em vez de refugio
do real imperdulário
e contra-sensico
o desconhecido atribuido
a quem das portas passa
há que ser contido
e absorvido
porque é verdadeiro
abram alas ao subconsciente
deem-lhe um microfone e um grande ecran
ele traz revelacoes absurdas
por subtis que nos acertem
hao de ser elas sim reais
e quem quiser rimas
que as encontre, recorte
e as junte com a nostalgia
de algo que por ter sido nao será
aquilo que pretendia ser
um sorriso constante
confuso
e fodido
com o tempo
Máscaras caem e sorrisos subsistem
se merecerem o nosso amor
porque quem nao fica já foi
esquecido, deixado ao pó
num canto do subsconsciente
para só depois voltar
e é se calhar.
Tenho de me desisolar
e continuar a inventar
porque o real é futil
e aborrecido
distorcido até mais nao
percepcoes sao faceis de condicionar
se deixares
se achares
que tem mesmo que ser assim
O som guiar-me-á
enquanto busco essa musa
em locais aleatórios
porque poucas musas sao reais
independentemente dos tais locais
presentes ou transcendentes
que convidam a esquecer
e recomecar
estou esquecido para já
de quanto ainda nao cresci
e essa é a próxima prova
a dar e cumprir
para domar a besta do ego
há que a esquecer
por uma tarde fria que seja
em terras baixas e acolhedoras
encorajadoras como poucas
com pessoas que ainda valem a pena
e fazem-me acreditar
num real que nao seja
anacronista e banal
um dia já sem mim
talvez
mas hoje nao
hoje é para esquecer
e escrever
queria deixar-te
e vou
por agora
mas até já
daqui a uns dias
talvez mais velho
talvez menos estupido
talvez mais forte, relevante
e confiante,
o que é que vem ai?
será chuva, será vento?
Sim, sao os dois
é agosto em inglaterra
mas para lá da cena má
haverá o click
e a entrada
no mundo do futuro
que pensei nunca chegar a ver
ou sequer imaginar e tracejar
só naquela de confirmar
versatilidade,
o teu nome é verdade
diversidade
na universidade,
uma rápida amizade
acelerada mais tarde
e num dia, há que pensar
em considerar a acreditar
que o sorriso será pussyvel
e que o guiao alem de incrivel
terá alguma piada
e mesmo que nao se aprenda nada
que se ria, ao menos...
trabalho para mim, e só depois para nós
esse acordo faz mais sentido
qualquer dia já nem para eles
a mesma depressao constipada de sempre
mais lenta e anestesiada
demorou mas chegou
em solidoes artificiais
forcadas e sem concorrencia
humana, suficiente
gente vem e já foi
gente nunca fica
gente está, mas nunca é
vai sendo
escrevendo e andendo
fumando e bebendo
lá me vou esquecendo
que o impossivel nem sempre o é
para quem só passa
de amordaçado a adormecido
só sonhar é permitido.
Tudo o resto tem que ser conquistado.
merecido e apreciado
se e quendo calhar
se e quando a sorte sorrir
a quem a quem a souber procurar.
amanhã ou depois...
PS: rusga á tuga: T minus 42 dias.
Bjoz & Abraçoz
droff out
Quinta-feira, Julho 03, 2008
Update uma beca late
Graduadissimo. o droff é bacharel!
Se bem que o único mérito é de ter sobrevivido (acabei com uma média podre), lá fui á cerimónia faz hoje uma semana, e até que nao foi má. Nao teria ido se a chavala nao me tivesse chagado (salvo seja) para ir. Assim, mesmo que nao tivesse valido a pena, nao iria viver com a dúvida.
NAO, nao há fotos do droff com o chapéu quadrado. Pachorra... minto, tirei a da praxe, lá na fac, mas só as recebo daqui a 3,4,5 ou quantas semanas eles quiserem. E essas vao para a maezinha, que nao conseguiu vir.
"E agora?", toda a gente me pergunta... pá, agora é a mesma treta. Trabalhar para os outros 8 horas por dia e trabalhar para mim o máximo possivel. Matar a dívida que tenho (nada de grave), e evitar distraccoes que nao me farao uma pessoa melhor. O tempo todo que desperdicei nao se recupera. O máximo que posso fazer é aproveitar o que tenho á frente, sem espinhas ou abébias de maior.
Tenho planos casalescos que nao se poderao concretizar no futuro próximo, mas ao menos tenho uma direccao tangível que sei que quero seguir. Progressos... O que deve antecipar a pergunta "voltas para a tuga?". Nao, nao volto para a tuga. Nao dá para ir este ano, provávelmente, por razoes de guita, mas nao só.
Agora é escrever, escrever, escrever. O que? Bem, tenho a minha shitcom, que precisa de imensa rescrita para poder transmitir o seu potencial decentemente. Vou comecar a chutar CVs para agentes, e estabelecer outros contactos que me permitam acreditar que isto vai dar em algo bom. O meu amigo Bez encomendou-me informalmente umas quantas curtas para ele produzir a curto prazo, o que seria excelente. E depois vou escrever umas quantas pecas de rádio com a chavala, que teem mais saida do que qualquer outro meio.
E já é bué... Os dias voam hoje em dia. Trabalhar num escritório é fixe nesse aspecto. Mas chegado a casa, há que lembrar-me diáriamente que nao se pode parar de progredir. E é por aqui que fico para já. Nao há muito mais para contar e descrever. Mas estou bem. E optimista. E careto(!) também.
quando houver razoes que o justifique, voltarei aqui para vos contar mais algo.
Bjoz e abrazos,
droff out
Se bem que o único mérito é de ter sobrevivido (acabei com uma média podre), lá fui á cerimónia faz hoje uma semana, e até que nao foi má. Nao teria ido se a chavala nao me tivesse chagado (salvo seja) para ir. Assim, mesmo que nao tivesse valido a pena, nao iria viver com a dúvida.
NAO, nao há fotos do droff com o chapéu quadrado. Pachorra... minto, tirei a da praxe, lá na fac, mas só as recebo daqui a 3,4,5 ou quantas semanas eles quiserem. E essas vao para a maezinha, que nao conseguiu vir.
"E agora?", toda a gente me pergunta... pá, agora é a mesma treta. Trabalhar para os outros 8 horas por dia e trabalhar para mim o máximo possivel. Matar a dívida que tenho (nada de grave), e evitar distraccoes que nao me farao uma pessoa melhor. O tempo todo que desperdicei nao se recupera. O máximo que posso fazer é aproveitar o que tenho á frente, sem espinhas ou abébias de maior.
Tenho planos casalescos que nao se poderao concretizar no futuro próximo, mas ao menos tenho uma direccao tangível que sei que quero seguir. Progressos... O que deve antecipar a pergunta "voltas para a tuga?". Nao, nao volto para a tuga. Nao dá para ir este ano, provávelmente, por razoes de guita, mas nao só.
Agora é escrever, escrever, escrever. O que? Bem, tenho a minha shitcom, que precisa de imensa rescrita para poder transmitir o seu potencial decentemente. Vou comecar a chutar CVs para agentes, e estabelecer outros contactos que me permitam acreditar que isto vai dar em algo bom. O meu amigo Bez encomendou-me informalmente umas quantas curtas para ele produzir a curto prazo, o que seria excelente. E depois vou escrever umas quantas pecas de rádio com a chavala, que teem mais saida do que qualquer outro meio.
E já é bué... Os dias voam hoje em dia. Trabalhar num escritório é fixe nesse aspecto. Mas chegado a casa, há que lembrar-me diáriamente que nao se pode parar de progredir. E é por aqui que fico para já. Nao há muito mais para contar e descrever. Mas estou bem. E optimista. E careto(!) também.
quando houver razoes que o justifique, voltarei aqui para vos contar mais algo.
Bjoz e abrazos,
droff out
Terça-feira, Maio 27, 2008
Finito (espero)
Pois... chegou o vácuo.
Até nova ordem, improvável mas temida, acabei o curso. Está tudo entregue, tudo acabado pelas deadlines, nao por minha vontade. As circunstancias obrigaram-me a misturar as prioridades todas e a qualidade académica sofreu. Vou acabar com uma nota mediocre, num curso mediocre, numa universidade tambem ela mediocre. Que se foda, bola para a frente.
Pois... acabou a vida de pseudo-estudante, é hora agora de bulir para poupar e investir, sem parar de aspirar a sorrir. Viva a rima fácil. Os jobs estao suportáveis por ora, e o amor lá vai sobrevivendo como pode. O turismo emigrante vai ter que esperar... muito... nota-se muito a frustracao?
pois... o transformador do meu laptop tem um complexo messianico. Morreu uma semana antes da minha ultima deadline (entretanto empurrada para dia 16), obrigando-me a viajar com a minha pen drive por 4 computadores distintos para safar o ultimo trabalheco o melhor que pude, á minha escala pobrezinha. Isto para ressuscitar 2 dias antes da deadline. Lá consegui acabar a coisa mal e porcamente no meu bicho que no dia a seguir morreu outra vez... até hoje, que consegui reavivá-lo. Esperando que morra a qualquer momento, já tenho confirmacao que o transformador novo chega no sábado. Aí já poderei parar para descomprimir e pensar nao no que nao poderei fazer no futuro próximo. Tenho feito muito disso, demais até. Isto do processo de eliminacao de hipóteses é um jogo que pode nunca acabar. Tenho de ir pelo outro lado. O que é que posso, efectivamente, fazer? Cenas dos próximos capítulos.
Para já, vou entrar na onda do live networking. 5a feira é o MWP degree show. MWP é o nome do meu curso (Media Writing & Production), e o degree show consiste num showcase comprimido dos nossos trabalhos de final de curso. Quem fez um filme mostra 5 minutos dele (estupidez), e quem escreveu guioes (tipo, eu) vai ter 5 minutos lidos por actores em palco. Já tranquei o meu extracto, e nao sei se está grande coisa, mas correndo o risco de me repetir, sei que vai ser um show mediocre e apressado, com gente mediocre e falsa, e conteudos mediocres e insuficientes. Mas enfim, vao estar lá uns poucos carolas de produtoras independente. Nao fará mal nenhum conhece-los e travar contactos primários. Fica aqui o link para o site mediocre e cheio de bugs.
www.fromscript2screen.co.uk
Pois... é isso tudo, para já e por enquanto há de ser assim. Trabalhar muito, amar o que puder, e espreitar por oportunidades que nao esperam por quem nao as procura. Dia a dia, vou envelhecer pensando que estou a crescer, e vou escrever enquanto tento subsistir como ser pensante e expressivo a algum nivel.
Tenho saudades de alguem que já nao vou a tempo de ser. Típico.
droff out
Até nova ordem, improvável mas temida, acabei o curso. Está tudo entregue, tudo acabado pelas deadlines, nao por minha vontade. As circunstancias obrigaram-me a misturar as prioridades todas e a qualidade académica sofreu. Vou acabar com uma nota mediocre, num curso mediocre, numa universidade tambem ela mediocre. Que se foda, bola para a frente.
Pois... acabou a vida de pseudo-estudante, é hora agora de bulir para poupar e investir, sem parar de aspirar a sorrir. Viva a rima fácil. Os jobs estao suportáveis por ora, e o amor lá vai sobrevivendo como pode. O turismo emigrante vai ter que esperar... muito... nota-se muito a frustracao?
pois... o transformador do meu laptop tem um complexo messianico. Morreu uma semana antes da minha ultima deadline (entretanto empurrada para dia 16), obrigando-me a viajar com a minha pen drive por 4 computadores distintos para safar o ultimo trabalheco o melhor que pude, á minha escala pobrezinha. Isto para ressuscitar 2 dias antes da deadline. Lá consegui acabar a coisa mal e porcamente no meu bicho que no dia a seguir morreu outra vez... até hoje, que consegui reavivá-lo. Esperando que morra a qualquer momento, já tenho confirmacao que o transformador novo chega no sábado. Aí já poderei parar para descomprimir e pensar nao no que nao poderei fazer no futuro próximo. Tenho feito muito disso, demais até. Isto do processo de eliminacao de hipóteses é um jogo que pode nunca acabar. Tenho de ir pelo outro lado. O que é que posso, efectivamente, fazer? Cenas dos próximos capítulos.
Para já, vou entrar na onda do live networking. 5a feira é o MWP degree show. MWP é o nome do meu curso (Media Writing & Production), e o degree show consiste num showcase comprimido dos nossos trabalhos de final de curso. Quem fez um filme mostra 5 minutos dele (estupidez), e quem escreveu guioes (tipo, eu) vai ter 5 minutos lidos por actores em palco. Já tranquei o meu extracto, e nao sei se está grande coisa, mas correndo o risco de me repetir, sei que vai ser um show mediocre e apressado, com gente mediocre e falsa, e conteudos mediocres e insuficientes. Mas enfim, vao estar lá uns poucos carolas de produtoras independente. Nao fará mal nenhum conhece-los e travar contactos primários. Fica aqui o link para o site mediocre e cheio de bugs.
www.fromscript2screen.co.uk
Pois... é isso tudo, para já e por enquanto há de ser assim. Trabalhar muito, amar o que puder, e espreitar por oportunidades que nao esperam por quem nao as procura. Dia a dia, vou envelhecer pensando que estou a crescer, e vou escrever enquanto tento subsistir como ser pensante e expressivo a algum nivel.
Tenho saudades de alguem que já nao vou a tempo de ser. Típico.
droff out
Segunda-feira, Abril 28, 2008
Mini-pausa para respirar...
Tá feito.
Bem ou mal, a minha dissertacao ficou entregue hoje, em bom tempo. Progressos...
Mais dois trabalhecos, e dia 9 já estarei á espera da graduacao.
Agora, novos bules, novos planos, novos objectivos.
Amanha respira-se mais uma beca.
Bjoz & abracos
droff out
Bem ou mal, a minha dissertacao ficou entregue hoje, em bom tempo. Progressos...
Mais dois trabalhecos, e dia 9 já estarei á espera da graduacao.
Agora, novos bules, novos planos, novos objectivos.
Amanha respira-se mais uma beca.
Bjoz & abracos
droff out
Quarta-feira, Abril 02, 2008
Sorry lá qualquer coisinha.........................
Pá, amigada...
este vosso blogueiro de quarto-de-tijela nao pode blogar mesmo nada... nem devia estar a escrever isto agora, mas prometi-me nao demorar. E aliás, acho que vale sempre a pena dar sinais de fumo/vida...
Eis porque nao posso dedicar tempo a esta treta:
1) Estou finalmente a atinar a minha dissertacao. Nao vai ser uma shitcom, porque é areia demais para a minha camioneta. Vai ser uma série pseudo-cómica mas nada por aí além. Mas tá a ganhar rumo. Vou hoje polir o 1o episódio. Assim que estiver trancado, vou passar ao 2o, 3o e talvez um 4o, que consequentemente deverao ser mais fáceis de arrumar.
2) para além disso, tenho mais um research project sobre o meio em que me quero meter: a media industry daqui do north west. All fun & games...
3) Estou á procura de bules decente. Deixei as noitadas a encher as prateleiras dos outros. Recuperei alguma auto-estima, mas preciso de consumá-la com um job que se adeque á qualidade de vida que quero ter a curto prazo.
4) ...but definitely not least... estou em lóve. Bué em lóve. e mais raro ainda, lóved back. Buééééé loved back... E mais nao digo...
É tudo por agora. Espero que compreendam a minha auto-censura.
Beijos e abracos
droff out
este vosso blogueiro de quarto-de-tijela nao pode blogar mesmo nada... nem devia estar a escrever isto agora, mas prometi-me nao demorar. E aliás, acho que vale sempre a pena dar sinais de fumo/vida...
Eis porque nao posso dedicar tempo a esta treta:
1) Estou finalmente a atinar a minha dissertacao. Nao vai ser uma shitcom, porque é areia demais para a minha camioneta. Vai ser uma série pseudo-cómica mas nada por aí além. Mas tá a ganhar rumo. Vou hoje polir o 1o episódio. Assim que estiver trancado, vou passar ao 2o, 3o e talvez um 4o, que consequentemente deverao ser mais fáceis de arrumar.
2) para além disso, tenho mais um research project sobre o meio em que me quero meter: a media industry daqui do north west. All fun & games...
3) Estou á procura de bules decente. Deixei as noitadas a encher as prateleiras dos outros. Recuperei alguma auto-estima, mas preciso de consumá-la com um job que se adeque á qualidade de vida que quero ter a curto prazo.
4) ...but definitely not least... estou em lóve. Bué em lóve. e mais raro ainda, lóved back. Buééééé loved back... E mais nao digo...
É tudo por agora. Espero que compreendam a minha auto-censura.
Beijos e abracos
droff out
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Dissonancia Grave
Clicai, irmãos...
Petição contra o Fim do Ensino Especializado da Música na Tuga
O ministério da educação quer acabar com o ensino (publico) especializado de música no 1o ciclo. Sob o mesmo pretexto de sempre (retenção de custos), o governo pensa substituir escolas próprias para a iniciação musical (aquela cena dos conservatórios), com a implementação do que chamam de actividades de enriquecimento curricular.
Estas actividades - facultadas a todas as escolas publicas do pais, aparentemente - ainda não estão especificadas, nem sequer aparentam poder ter a qualidade de ensino que o actual currículo de 6 horas - de estudo individual de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática - sendo que pretendem oferecer em alternativa, duas horas semanais destas AEC's, em regime normal de turmas enormes, como é costume no ensino básico. Parece-me por demais simples que é impossível fazer uma orquestra antes de se fazerem os músicos individualmente.
Devia ser óbvio para todos que a profissão de músico requer um nível intenso de conhecimento e educação desde novo. Prova disso tem sido o repetido sucesso dos diferentes conservatórios em formar os músicos Portugueses até à data. Há que fazer o governo ver o exemplo dos seus queridos jogadores de futebol, que também eles têm de começar de novos, para um dia chegarem a profissionais. A diferença aqui é que o estado não é responsável pela educação futebolística do individuo, mas sim os clubes - entidades privadas. Afinal, o desporto é para ser competitivo e redutor, ao passo que as artes no todo, e a musica em particular, tende a explorar a humanidade das coisas, elevando união - convergência.
Mas hoje em dia a palavra de ordem é privatizar. Porque quem pode, pode, e o estado diz que já não pode mais. Acabe-se então com os conservatórios, cujos custos são e sempre foram só para alguns, e obrigue-se os muitos professores a perderem-se por estas AECs, por um ordenado reduzidíssimo, ou a formarem as suas próprias escolas privadas de musica, ou a alugarem-se a outras cujo numero aumentará diariamente, se esta reforma se concretizar. Aí sim, os preços não serão para todos, mesmo. serão para muito poucos, cada vez menos e menos.
Uma falsa questão que parece tornear estas decisões obviamente inconscientes do ministério da educação é o facto dos conservatórios raramente emitirem diplomas. Candidatos a trabalhos musicais conseguem-nos ou não através de audições. Um diploma é redundante para a actividade. Mas a falácia que é a posição de ministro da educação confirma-se pelo facto de que considera os conservatórios como referencia secundária num curriculum vitae. Porque não emitem um diploma que não é necessário para a actividade prática e profissional de um musico, o conservatório não é evidentemente formativo. Tristes percepções de quem obviamente não sabe o que está a fazer. Para o ministério, os conservatórios nao formam músicos. Ha! É mesmo isso que eles dizem, e esta concepção totalmente espatafurdia (ou será estapafurdia? peço desculpa, os ministros da educação no meu tempo de formação também foram merdosos)foi o que urgiu o ministério a tomar esta medida evidentemente empobrecedora.
Simplificando, quem é músico não precisa de diploma para exercer a profissão (já ouviram falar de audições?), a menos que se tornem professores de musica - o que nem sempre significa que se é "músico". E facilmente se adivinha que é isto que interessa ao ministério - mais professores com ordenados reduzidos e objectivos que não fazem sentido nem ao menino jesus.
Ao musico, o papel principal, aquele que importa, é o pautado. O diploma não faz parte de qualquer composição aproveitável, e logo torna-se inútil. Por isso mesmo raramente se emitem diplomas de musica no ensino secundário. Mas isto aos olhos do ministério, que só vêem nomes e números, é sinónimo de insucesso escolar. Gostaria de saber a opinião pessoal (se é que ele tem direito a uma) do actual primeiro-ministro sobre este dilema: no meio da musica, os diplomas de ensino secundário não são objectos de estatuto. São papéis que nada interessam. O músico tem que provar a cada trabalho, a cada biscate, que sabe tocar e pode tocar aquilo para o qual está a fazer a audição. Um bocado de papel não vai ajudar. Mas vão lá dizer isso à ministra...
Há que alertar pais e "encarregados de educação" (acho ternurento e estúpido que ainda se use este termo), que esta medida não vai fazer músicos de nós todos. Estas AECs não teem forma de resultar. Mas não poderão esperar pelo currículo que o ministério improvisará para elas. Há que defender os conservatórios, tornando-os sim, mais acessíveis, criando mais emprego, mais professores e estudantes.
Esta proposta indecente por parte do estado não é uma medida progressivista, muito pelo contrário. No entanto, o que eles chamam de reforma do ensino artístico (pois, quem diz musica inclui dança), dizem eles que vai dar ensino “especializado” a todos. Mas não havendo escolas próprias (como quem diz “especiais”) para isso, esta proposta está a sonhar alto, e a pensar baixo. Se já hoje ser-se musico não é para todos, temos de saber quem é esta gente que aparentemente não ve a opção de uma formação musical como uma prioridade para qualquer individuo dito livre.
Estudemos então a personagem que dá a cara por esta medida. Quem é esta gaja que faz quase com que tenhamos saudades da rasca (manuela ferreira leite, mas eu chamo-lhe "a rasca", por razoes que espero serem óbvias)? Esta maria de lurdes rodrigues, socióloga pseudo-feminista que escreve mais livros do que que lê? Sim, estou a especular. Adiante:
maria de lurdes rodrigues, ou milu (é giro e poupa tempo) é um produto híbrido do ISCTE - O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Conhecem alguém criativo que o ISCTE forme que nao acabe em publicidade? Enfim… adiante, como eu dizia: milu fez licenciatura em 84, PAPCC (Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica) em 90, doutoramento em 96 e agregação em 2003. Já mo disseram, e sempre discordei, que a vida de estudante é a melhor que há. E esta shora ministra é bom exemplo do porque da minha discórdia. Já graduada em 84, a menina decide passar anos a fazer o upgrade enquanto escreve livros pseudo-revolucionários, femininos e empresariais (mistura corrosiva) sempre com um desinteresse aparente pela parte menos robótica da condição humana. Aquela mais criativa e expressiva, que não se esconde por trás de títulos académicos para se exprimir naturalmente, em vez de pretensiosamente. Para ela, a vida real não deve ter banda sonora. Deve ser triste quem tem a presunção de que o criativo é ‘secundário e o expressivo tem de ser controlado - restrito a quem pode.
Raiva é sempre pouco para combater males destes. Os pais teem de tomar uma iniciativa lógica e expressiva. Teem que saber o que os seus filhos querem estudar, e se isso será possivel, e mais ainda quem os vai ensinar. Os pais teem de ter a responsabilidade de não serem eles próprios ignorantes, presumindo que as escolas publicas que restam serão suficientes para implementar uma boa base de conhecimento, formação e crescimento mental. Todos sabemos que é essa a sua função. Tristemente ridículo é quem acredita que isso funciona. É por estas e por outras que eu digo que só se é Tuga a sério quando se emigra. Talvez seja por isso que a palavra "saudade" só existe em Português. E provavelmente também em justiça linguística e cósmica, isso explicará o porquê da palavra "Tuga" significar "tristeza" numa lingua tão ironicamente distante como é a Croata.
Quem emigra, passa a ver a luta de fora. Se quiser, o que raramente é o caso. Mas se assim o escolher, passa a ver a luta numa perspectiva mais convidativa à aprendizagem externa e avaliação do que se deixou para trás. As inevitáveis comparações com os exemplos que vemos “cá fora” complementam a ideia de que tinha mesmo que sair de um sitio que não tem industria para mim. Nao tenho cunha no nome. Ainda. Se fizer nome cá fora, normalmente tentarão explorá-lo num futuro mais ganancioso e falso. Não vou por aí. Simplificando, televisão, cinema, rádio, e outras de carácter criativo, sao industrias privadas, com os seus próprios meios e critérios de recrutamento. Nao é do interesse de quem os patrocina, tornar os meios de comunicação social aberto a pessoal talentoso e educado nesse sentido. As escolas tecno-profissionais que temos hoje parecem ser um bom preparador: Por serem extorsionistas privados ao albergue dos bancos que as patrocinam.
Estou a estender o assunto, arrastando-o para o meu meio porque eu não sou musico. Já pensei que podia ser, quando tinha a mania que era auto-didacta. Mas a realidade é que não sou nem pretendo aspirar a tal. Logo, a minha perspectiva só pode ser externa á situação. Teem em baixo várias fontes para análise mais aprofundada desta questão, que peco que visitem. Mas a minha parte aqui é apenas a da tentativa de compreensão, também ela algo externa.
Portugal, para mim, é simplesmente o país dos recibos verdes. Foi muito esclarecedor para mim, quando aprendi que isso não existe em nenhum outro pais. Para além de qualquer trabalhador não-especializados, também temos músicos, actores, fotógrafos, escritores, iluminadores, operadores de camera, e demais artistas por direito próprio, a recibos verdes. Continuamos a aceitar que tudo o que é profissão inegável numa arte colaborativa que é o cinema, e a arte menor - por nunca estar nas mãos certas - que é a televisão, seja minimizado. Todos os músicos que veem em produções televisivas estão a desperdiçar-se em tais fantochadas para o povinho do consumismo desmedido e desmiolado. Mas que outras opções terão eles?
O ensino especializado é fulcral pela mera opção de estudo que representa num âmbito publico. Só naquela de acreditar que o estado apoia o potencial talento de quem quer ser musico. Agora, reduzindo essa "opção" para o âmbito privado exclui descaradamente o direito a uma educação musical à maioria das familiar Portuguesas, tornando este tipo de educação necessariamente "um luxo" - ao alcance dos poucos que ganham muito.
Estamos a braços com uma medida descaradamente reducionista e selectiva. Se já hoje temos emanueis e tonys carreiras e respectivos familiares como os grandes tolas da industria musical - popular - tuga, e uma industria de distribuição muito bem apertada a critério restritivos (quanto ao conteúdo dos álbuns e à divulgação dos mesmos), pode-se concluir que, como cultura, ainda não evoluimos muito desde 74. Simplesmente passámos a ter acesso à cultura dos outros e deixámos a nossa parada no tempo. Passámos passivamente de amordaçados a adormecidos, nesta paz podre que vai sendo diariamente mais cara. Aumenta o preço do pão, e o da educação. Habitação e saude, é o que se sabe e não convem estar a misturar agora. Enfim, segrega-se o acesso a mais uma industria num pais que não é mais que um negócio de família: só por piada chamemos essa família figurativa "os Cunha".
Se antes não havia um incentivo legitimo e palpável por parte dos diferentes governos que esta pseudo-democracia já teve, pelo menos havia a opção para quem a encontrava. Se não havia a divulgação e expansão do ensino musical especializado para um Portugal mais equilibrado, para convergir as múltiplas mentalidades que pelo país se conhecem, sempre havia esta parca e limitada opção. Sim, que nenhuma sociedade pode ser aberta a todos que para ela trabalham. Num pais que ainda não tem uma industria formal para o ramo artístico, escusa-se agora sequer uma permissão à ambição de fazer algo de culturalmente construtivo desde o inicio (leia-se infância).
Antes de haver a intenção de poder gerar crescimento, num sistema educativo que funcione, vai nos custar. Ou talvez não, talvez só custe ao estado, que não terá mais por onde comer, se a cidadania for um dia realmente levada a sério. Chegará algum dia esse dia? Em que um portugal mais real não se deixe fascinar por patéticos concurso de karaoke com júris manhosos e públicos-robotizados? Há que acreditar. E agir.
É estúpido haver aulas de instrumento - não importa qual - no regime de turma normal. Mas acharia bem que houvesse, a todos os níveis de ensino, MAIS OPÇÕES. Que criassem disciplinas mais apelativas e vocacionais. Sendo bem organizada, excluiria o regime de turmas certas, que sempre provaram não serem do mais eficiente. E sei que haverá professores suficientes e minimamente competentes para cada escola. O mais difícil seria convencer pais e alunos que realmente poderiam oferecer uma boa estrutura musical a quem quisesse tomar essa opção de estudo. Somos realmente um animal multi-potencial. Podemos aprender e absorver várias aptidões, podendo então exercer múltiplas profissões - úteis para o estado. Quid pro quo, shor Sócrates (nunca foi um nome tão desonrado como este). Se continuar a cortar na inteligência do povinho, a pobreza cultural crescerá perigosamente.
O direito individual ao ensino desde cedo morfa-se em espírito de pertença a uma matilha ou rebanho, para reduzir a carga logística de uma escola. É nisto que se resume a necessidade de reduzir a massa estudantil em turmas aleatórias, com disciplinas pré-escolhidas - impostas e bem pagas. Mais uma vez, falha-se em não aprender com o sucesso dos outros. Em vários países (demais para estar a escolher um exemplo) da UE existe bom acesso, e níveis dispares de encorajamento, mas bons recursos. Países tão potencialmente ricos como nós, onde TODO o ensino é gratuito - patrocinado pelos altos impostos que TODOS pagam, para que se garantam esses tais direitos. Se o governo quer parecer estereotipicamente tuga - com t pequeno - por querer fazer mais com menos, naquela do desenrascanso, devia então baixar os impostos, para que os portugueses possam suportar os custos cada vez maiores que uma boa educação exige, em vez de se oferecer estes pacotes limitadíssimos. Porque me recuso a acreditar que o país está de tanga, como dizia o barão borroso. Está é a ser comido por dentro.
O derradeiro insulto à inteligência de todo um povo é continuo, e está presente em todos os canais de televisão em portugal. Onde a mentalidade média se apercebe do ridículo negócio de família que é a programação tele-visível em Portugal. Compreendendo absolutamente o conceito de "programação", desde logo rejeitam-se.as fantochadas que compõem a "pop culture" tuga, também com t pequeno. Se a pestana colectiva se abrir.
Não é no 2o ou no 3o ciclo que se vão despontar as próximas gerações de músicos. A musica, bem como outros ramos mais proveitosos aos estado, como o futebol, é uma actividade cujos praticantes - eventualmente profissionais - teem que começar de bem novo. A nível pessoal, nunca sequer soube de ensino especializado de musica no 1o ciclo. Eu tive Educação Musical no 5o e 6o ano. Ora, "Educação Musical" era basicamente uma introdução a pautas, a distinção de sons de instrumentos, e um mínimo de prática - invariavelmente flauta. E isso não era lá muito "cool" para putos de 10 anos num ambiente competitivo pelas aparências. Sobretudo tendo um "setôr" chamado José Piano. Absurdo, talvez, mas nada convidativo a estudar. De resto, ensino privado um-para-um custa guita. Boa guita. E é nisto que se vai ficar o acesso a "educação musical" daqui para a frente, aparentemente. Cada vez mais caro, mesmo que o ensino nao seja melhor por isso. Porque deixa de haver a opção. Se o deixarmos.
Pois, em suma, não acho que isto vá mudar assim tanto o que já é um dado adquirido: cada vez mais, o mundo artístico estará limitado a quem pode e não a quem quer ou sequer “devia ter” o direito. Sempre nos foi dito que somos pequeninos e pobrezinhos. O tuga não é incentivado a ser alguém.
É por isso que personalidades sociais como desportistas e afins que fazem nome por direito próprio são tratados como heróis nacionais. Para acomodar a raridade da coisa. Fazer da excepção a regra é impensável - dá muito trabalho a quem só lá está para encher. Ao menos, já estão a assumi-lo: com medidas redutivas como esta, o governo está - inconfundivelmente - a desistir do potencial artístico das próximas gerações. Há que manter, sim, o fluxo económico que provém do mercado da alienação infantil, como consolas, futebol, e musica pré-fabricada por uma pseudo-industria orgulhosamente pimba, para que o seu publico se reveja contentemente. Não pode haver muito mais que os futuros governos possam fazer para passar melhor a mensagem que as suas funções nunca passam pelo que prometem nas tão badaladas eleições. A democracia não se estabelecerá verdadeiramente enquanto fantoches e robots liderarem os futuros individuais que formam o colectivo social consciente-mas-pouco.
Não podemos esquecer que a luta, a tal que continua, sempre foi e será uma luta de classes. Aquela que traça todos os contrastes risíveis e invisíveis no que resta do rosto da sociedade tuga. Aquela que define quem tem acesso ao quê. E a pop culture (que por razões subversivas, ainda não tem tradução para português), sendo a única coisa que une diferentes classes numa só cultura, omite uma contra-cultura que existe à conta de muito sacrifício. Aqueles que não emigram, consequentemente teem que acreditar nessa luta, por uma contra-cultura que, essa sim, é merecedora de algum orgulho, a quem for de direito e de pertença.
Enquanto me obrigo a rematar este rant, verifico que o número de assinaturas já passou os 18 mil. Nada mau. Nenhum povo pode ou deve ser conformista para sempre. Espero que seja óbvio para todos que a notícia é boa e encorajadora - tanto quanto insuficiente. Agir é preciso. Quem nao souber como, que se junte directamente á causa de sobrevivencia do conservatório nacional, cuja organizacao parece-me ser impecável. O seu perfil myspace é um bom inicio para algo que tem mesmo de ser bem pensado e executado. E apoiado. Venham mais manifestações, e mais numerosas. Que se espalhem e evidenciem videos de alunos, profes, ex-alunos, a confirmar para lá de qualquer réstea de dúvida na tola colectiva: o regime supletivo - especializado e paralelo ao regime normal de ensino - deve ser facultado a mais pessoas. Esta Miluzeca quer retirá-lo a todos. Estas mediocres alternativas a que chamam de AECs são um grande chapadão ao que resta da inteligencia tuga.
Temos de lembrar esta gente que não é o estado que personifica Portugal, mas sim quem para ele trabalha. Logo, quem trabalha para uma familia deve assumir a responsabilidade de obter a melhor educacao possivel para os seus filhos. Mas se o estado nao ajudar, nao está a corresponder ao nivel de exigencias que faz, na forma de impostos e servico publico prestado, se bem que limitado. É facil, quando o estado nao tem cara. Tem caras que veem e vao, e esquecem-se. Entretanto a educacao e a cultura vao indo por onde a deixarmos ir.
RANT OVER!
Para melhor informacao própriamente dita, deixo-vos com os seguintes blogs, porque a blogosfera prova-nos que ainda há reaccao - pelo menos pensada e escrita. Ainda bem que não somos TODOS cordeirinhos. Mas até quando?
tenho dito.
droff out
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Petição contra o Fim do Ensino Especializado da Música na Tuga
O ministério da educação quer acabar com o ensino (publico) especializado de música no 1o ciclo. Sob o mesmo pretexto de sempre (retenção de custos), o governo pensa substituir escolas próprias para a iniciação musical (aquela cena dos conservatórios), com a implementação do que chamam de actividades de enriquecimento curricular.
Estas actividades - facultadas a todas as escolas publicas do pais, aparentemente - ainda não estão especificadas, nem sequer aparentam poder ter a qualidade de ensino que o actual currículo de 6 horas - de estudo individual de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática - sendo que pretendem oferecer em alternativa, duas horas semanais destas AEC's, em regime normal de turmas enormes, como é costume no ensino básico. Parece-me por demais simples que é impossível fazer uma orquestra antes de se fazerem os músicos individualmente.
Devia ser óbvio para todos que a profissão de músico requer um nível intenso de conhecimento e educação desde novo. Prova disso tem sido o repetido sucesso dos diferentes conservatórios em formar os músicos Portugueses até à data. Há que fazer o governo ver o exemplo dos seus queridos jogadores de futebol, que também eles têm de começar de novos, para um dia chegarem a profissionais. A diferença aqui é que o estado não é responsável pela educação futebolística do individuo, mas sim os clubes - entidades privadas. Afinal, o desporto é para ser competitivo e redutor, ao passo que as artes no todo, e a musica em particular, tende a explorar a humanidade das coisas, elevando união - convergência.
Mas hoje em dia a palavra de ordem é privatizar. Porque quem pode, pode, e o estado diz que já não pode mais. Acabe-se então com os conservatórios, cujos custos são e sempre foram só para alguns, e obrigue-se os muitos professores a perderem-se por estas AECs, por um ordenado reduzidíssimo, ou a formarem as suas próprias escolas privadas de musica, ou a alugarem-se a outras cujo numero aumentará diariamente, se esta reforma se concretizar. Aí sim, os preços não serão para todos, mesmo. serão para muito poucos, cada vez menos e menos.
Uma falsa questão que parece tornear estas decisões obviamente inconscientes do ministério da educação é o facto dos conservatórios raramente emitirem diplomas. Candidatos a trabalhos musicais conseguem-nos ou não através de audições. Um diploma é redundante para a actividade. Mas a falácia que é a posição de ministro da educação confirma-se pelo facto de que considera os conservatórios como referencia secundária num curriculum vitae. Porque não emitem um diploma que não é necessário para a actividade prática e profissional de um musico, o conservatório não é evidentemente formativo. Tristes percepções de quem obviamente não sabe o que está a fazer. Para o ministério, os conservatórios nao formam músicos. Ha! É mesmo isso que eles dizem, e esta concepção totalmente espatafurdia (ou será estapafurdia? peço desculpa, os ministros da educação no meu tempo de formação também foram merdosos)foi o que urgiu o ministério a tomar esta medida evidentemente empobrecedora.
Simplificando, quem é músico não precisa de diploma para exercer a profissão (já ouviram falar de audições?), a menos que se tornem professores de musica - o que nem sempre significa que se é "músico". E facilmente se adivinha que é isto que interessa ao ministério - mais professores com ordenados reduzidos e objectivos que não fazem sentido nem ao menino jesus.
Ao musico, o papel principal, aquele que importa, é o pautado. O diploma não faz parte de qualquer composição aproveitável, e logo torna-se inútil. Por isso mesmo raramente se emitem diplomas de musica no ensino secundário. Mas isto aos olhos do ministério, que só vêem nomes e números, é sinónimo de insucesso escolar. Gostaria de saber a opinião pessoal (se é que ele tem direito a uma) do actual primeiro-ministro sobre este dilema: no meio da musica, os diplomas de ensino secundário não são objectos de estatuto. São papéis que nada interessam. O músico tem que provar a cada trabalho, a cada biscate, que sabe tocar e pode tocar aquilo para o qual está a fazer a audição. Um bocado de papel não vai ajudar. Mas vão lá dizer isso à ministra...
Há que alertar pais e "encarregados de educação" (acho ternurento e estúpido que ainda se use este termo), que esta medida não vai fazer músicos de nós todos. Estas AECs não teem forma de resultar. Mas não poderão esperar pelo currículo que o ministério improvisará para elas. Há que defender os conservatórios, tornando-os sim, mais acessíveis, criando mais emprego, mais professores e estudantes.
Esta proposta indecente por parte do estado não é uma medida progressivista, muito pelo contrário. No entanto, o que eles chamam de reforma do ensino artístico (pois, quem diz musica inclui dança), dizem eles que vai dar ensino “especializado” a todos. Mas não havendo escolas próprias (como quem diz “especiais”) para isso, esta proposta está a sonhar alto, e a pensar baixo. Se já hoje ser-se musico não é para todos, temos de saber quem é esta gente que aparentemente não ve a opção de uma formação musical como uma prioridade para qualquer individuo dito livre.
Estudemos então a personagem que dá a cara por esta medida. Quem é esta gaja que faz quase com que tenhamos saudades da rasca (manuela ferreira leite, mas eu chamo-lhe "a rasca", por razoes que espero serem óbvias)? Esta maria de lurdes rodrigues, socióloga pseudo-feminista que escreve mais livros do que que lê? Sim, estou a especular. Adiante:
maria de lurdes rodrigues, ou milu (é giro e poupa tempo) é um produto híbrido do ISCTE - O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Conhecem alguém criativo que o ISCTE forme que nao acabe em publicidade? Enfim… adiante, como eu dizia: milu fez licenciatura em 84, PAPCC (Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica) em 90, doutoramento em 96 e agregação em 2003. Já mo disseram, e sempre discordei, que a vida de estudante é a melhor que há. E esta shora ministra é bom exemplo do porque da minha discórdia. Já graduada em 84, a menina decide passar anos a fazer o upgrade enquanto escreve livros pseudo-revolucionários, femininos e empresariais (mistura corrosiva) sempre com um desinteresse aparente pela parte menos robótica da condição humana. Aquela mais criativa e expressiva, que não se esconde por trás de títulos académicos para se exprimir naturalmente, em vez de pretensiosamente. Para ela, a vida real não deve ter banda sonora. Deve ser triste quem tem a presunção de que o criativo é ‘secundário e o expressivo tem de ser controlado - restrito a quem pode.
Raiva é sempre pouco para combater males destes. Os pais teem de tomar uma iniciativa lógica e expressiva. Teem que saber o que os seus filhos querem estudar, e se isso será possivel, e mais ainda quem os vai ensinar. Os pais teem de ter a responsabilidade de não serem eles próprios ignorantes, presumindo que as escolas publicas que restam serão suficientes para implementar uma boa base de conhecimento, formação e crescimento mental. Todos sabemos que é essa a sua função. Tristemente ridículo é quem acredita que isso funciona. É por estas e por outras que eu digo que só se é Tuga a sério quando se emigra. Talvez seja por isso que a palavra "saudade" só existe em Português. E provavelmente também em justiça linguística e cósmica, isso explicará o porquê da palavra "Tuga" significar "tristeza" numa lingua tão ironicamente distante como é a Croata.
Quem emigra, passa a ver a luta de fora. Se quiser, o que raramente é o caso. Mas se assim o escolher, passa a ver a luta numa perspectiva mais convidativa à aprendizagem externa e avaliação do que se deixou para trás. As inevitáveis comparações com os exemplos que vemos “cá fora” complementam a ideia de que tinha mesmo que sair de um sitio que não tem industria para mim. Nao tenho cunha no nome. Ainda. Se fizer nome cá fora, normalmente tentarão explorá-lo num futuro mais ganancioso e falso. Não vou por aí. Simplificando, televisão, cinema, rádio, e outras de carácter criativo, sao industrias privadas, com os seus próprios meios e critérios de recrutamento. Nao é do interesse de quem os patrocina, tornar os meios de comunicação social aberto a pessoal talentoso e educado nesse sentido. As escolas tecno-profissionais que temos hoje parecem ser um bom preparador: Por serem extorsionistas privados ao albergue dos bancos que as patrocinam.
Estou a estender o assunto, arrastando-o para o meu meio porque eu não sou musico. Já pensei que podia ser, quando tinha a mania que era auto-didacta. Mas a realidade é que não sou nem pretendo aspirar a tal. Logo, a minha perspectiva só pode ser externa á situação. Teem em baixo várias fontes para análise mais aprofundada desta questão, que peco que visitem. Mas a minha parte aqui é apenas a da tentativa de compreensão, também ela algo externa.
Portugal, para mim, é simplesmente o país dos recibos verdes. Foi muito esclarecedor para mim, quando aprendi que isso não existe em nenhum outro pais. Para além de qualquer trabalhador não-especializados, também temos músicos, actores, fotógrafos, escritores, iluminadores, operadores de camera, e demais artistas por direito próprio, a recibos verdes. Continuamos a aceitar que tudo o que é profissão inegável numa arte colaborativa que é o cinema, e a arte menor - por nunca estar nas mãos certas - que é a televisão, seja minimizado. Todos os músicos que veem em produções televisivas estão a desperdiçar-se em tais fantochadas para o povinho do consumismo desmedido e desmiolado. Mas que outras opções terão eles?
O ensino especializado é fulcral pela mera opção de estudo que representa num âmbito publico. Só naquela de acreditar que o estado apoia o potencial talento de quem quer ser musico. Agora, reduzindo essa "opção" para o âmbito privado exclui descaradamente o direito a uma educação musical à maioria das familiar Portuguesas, tornando este tipo de educação necessariamente "um luxo" - ao alcance dos poucos que ganham muito.
Estamos a braços com uma medida descaradamente reducionista e selectiva. Se já hoje temos emanueis e tonys carreiras e respectivos familiares como os grandes tolas da industria musical - popular - tuga, e uma industria de distribuição muito bem apertada a critério restritivos (quanto ao conteúdo dos álbuns e à divulgação dos mesmos), pode-se concluir que, como cultura, ainda não evoluimos muito desde 74. Simplesmente passámos a ter acesso à cultura dos outros e deixámos a nossa parada no tempo. Passámos passivamente de amordaçados a adormecidos, nesta paz podre que vai sendo diariamente mais cara. Aumenta o preço do pão, e o da educação. Habitação e saude, é o que se sabe e não convem estar a misturar agora. Enfim, segrega-se o acesso a mais uma industria num pais que não é mais que um negócio de família: só por piada chamemos essa família figurativa "os Cunha".
Se antes não havia um incentivo legitimo e palpável por parte dos diferentes governos que esta pseudo-democracia já teve, pelo menos havia a opção para quem a encontrava. Se não havia a divulgação e expansão do ensino musical especializado para um Portugal mais equilibrado, para convergir as múltiplas mentalidades que pelo país se conhecem, sempre havia esta parca e limitada opção. Sim, que nenhuma sociedade pode ser aberta a todos que para ela trabalham. Num pais que ainda não tem uma industria formal para o ramo artístico, escusa-se agora sequer uma permissão à ambição de fazer algo de culturalmente construtivo desde o inicio (leia-se infância).
Antes de haver a intenção de poder gerar crescimento, num sistema educativo que funcione, vai nos custar. Ou talvez não, talvez só custe ao estado, que não terá mais por onde comer, se a cidadania for um dia realmente levada a sério. Chegará algum dia esse dia? Em que um portugal mais real não se deixe fascinar por patéticos concurso de karaoke com júris manhosos e públicos-robotizados? Há que acreditar. E agir.
É estúpido haver aulas de instrumento - não importa qual - no regime de turma normal. Mas acharia bem que houvesse, a todos os níveis de ensino, MAIS OPÇÕES. Que criassem disciplinas mais apelativas e vocacionais. Sendo bem organizada, excluiria o regime de turmas certas, que sempre provaram não serem do mais eficiente. E sei que haverá professores suficientes e minimamente competentes para cada escola. O mais difícil seria convencer pais e alunos que realmente poderiam oferecer uma boa estrutura musical a quem quisesse tomar essa opção de estudo. Somos realmente um animal multi-potencial. Podemos aprender e absorver várias aptidões, podendo então exercer múltiplas profissões - úteis para o estado. Quid pro quo, shor Sócrates (nunca foi um nome tão desonrado como este). Se continuar a cortar na inteligência do povinho, a pobreza cultural crescerá perigosamente.
O direito individual ao ensino desde cedo morfa-se em espírito de pertença a uma matilha ou rebanho, para reduzir a carga logística de uma escola. É nisto que se resume a necessidade de reduzir a massa estudantil em turmas aleatórias, com disciplinas pré-escolhidas - impostas e bem pagas. Mais uma vez, falha-se em não aprender com o sucesso dos outros. Em vários países (demais para estar a escolher um exemplo) da UE existe bom acesso, e níveis dispares de encorajamento, mas bons recursos. Países tão potencialmente ricos como nós, onde TODO o ensino é gratuito - patrocinado pelos altos impostos que TODOS pagam, para que se garantam esses tais direitos. Se o governo quer parecer estereotipicamente tuga - com t pequeno - por querer fazer mais com menos, naquela do desenrascanso, devia então baixar os impostos, para que os portugueses possam suportar os custos cada vez maiores que uma boa educação exige, em vez de se oferecer estes pacotes limitadíssimos. Porque me recuso a acreditar que o país está de tanga, como dizia o barão borroso. Está é a ser comido por dentro.
O derradeiro insulto à inteligência de todo um povo é continuo, e está presente em todos os canais de televisão em portugal. Onde a mentalidade média se apercebe do ridículo negócio de família que é a programação tele-visível em Portugal. Compreendendo absolutamente o conceito de "programação", desde logo rejeitam-se.as fantochadas que compõem a "pop culture" tuga, também com t pequeno. Se a pestana colectiva se abrir.
Não é no 2o ou no 3o ciclo que se vão despontar as próximas gerações de músicos. A musica, bem como outros ramos mais proveitosos aos estado, como o futebol, é uma actividade cujos praticantes - eventualmente profissionais - teem que começar de bem novo. A nível pessoal, nunca sequer soube de ensino especializado de musica no 1o ciclo. Eu tive Educação Musical no 5o e 6o ano. Ora, "Educação Musical" era basicamente uma introdução a pautas, a distinção de sons de instrumentos, e um mínimo de prática - invariavelmente flauta. E isso não era lá muito "cool" para putos de 10 anos num ambiente competitivo pelas aparências. Sobretudo tendo um "setôr" chamado José Piano. Absurdo, talvez, mas nada convidativo a estudar. De resto, ensino privado um-para-um custa guita. Boa guita. E é nisto que se vai ficar o acesso a "educação musical" daqui para a frente, aparentemente. Cada vez mais caro, mesmo que o ensino nao seja melhor por isso. Porque deixa de haver a opção. Se o deixarmos.
Pois, em suma, não acho que isto vá mudar assim tanto o que já é um dado adquirido: cada vez mais, o mundo artístico estará limitado a quem pode e não a quem quer ou sequer “devia ter” o direito. Sempre nos foi dito que somos pequeninos e pobrezinhos. O tuga não é incentivado a ser alguém.
É por isso que personalidades sociais como desportistas e afins que fazem nome por direito próprio são tratados como heróis nacionais. Para acomodar a raridade da coisa. Fazer da excepção a regra é impensável - dá muito trabalho a quem só lá está para encher. Ao menos, já estão a assumi-lo: com medidas redutivas como esta, o governo está - inconfundivelmente - a desistir do potencial artístico das próximas gerações. Há que manter, sim, o fluxo económico que provém do mercado da alienação infantil, como consolas, futebol, e musica pré-fabricada por uma pseudo-industria orgulhosamente pimba, para que o seu publico se reveja contentemente. Não pode haver muito mais que os futuros governos possam fazer para passar melhor a mensagem que as suas funções nunca passam pelo que prometem nas tão badaladas eleições. A democracia não se estabelecerá verdadeiramente enquanto fantoches e robots liderarem os futuros individuais que formam o colectivo social consciente-mas-pouco.
Não podemos esquecer que a luta, a tal que continua, sempre foi e será uma luta de classes. Aquela que traça todos os contrastes risíveis e invisíveis no que resta do rosto da sociedade tuga. Aquela que define quem tem acesso ao quê. E a pop culture (que por razões subversivas, ainda não tem tradução para português), sendo a única coisa que une diferentes classes numa só cultura, omite uma contra-cultura que existe à conta de muito sacrifício. Aqueles que não emigram, consequentemente teem que acreditar nessa luta, por uma contra-cultura que, essa sim, é merecedora de algum orgulho, a quem for de direito e de pertença.
Enquanto me obrigo a rematar este rant, verifico que o número de assinaturas já passou os 18 mil. Nada mau. Nenhum povo pode ou deve ser conformista para sempre. Espero que seja óbvio para todos que a notícia é boa e encorajadora - tanto quanto insuficiente. Agir é preciso. Quem nao souber como, que se junte directamente á causa de sobrevivencia do conservatório nacional, cuja organizacao parece-me ser impecável. O seu perfil myspace é um bom inicio para algo que tem mesmo de ser bem pensado e executado. E apoiado. Venham mais manifestações, e mais numerosas. Que se espalhem e evidenciem videos de alunos, profes, ex-alunos, a confirmar para lá de qualquer réstea de dúvida na tola colectiva: o regime supletivo - especializado e paralelo ao regime normal de ensino - deve ser facultado a mais pessoas. Esta Miluzeca quer retirá-lo a todos. Estas mediocres alternativas a que chamam de AECs são um grande chapadão ao que resta da inteligencia tuga.
Temos de lembrar esta gente que não é o estado que personifica Portugal, mas sim quem para ele trabalha. Logo, quem trabalha para uma familia deve assumir a responsabilidade de obter a melhor educacao possivel para os seus filhos. Mas se o estado nao ajudar, nao está a corresponder ao nivel de exigencias que faz, na forma de impostos e servico publico prestado, se bem que limitado. É facil, quando o estado nao tem cara. Tem caras que veem e vao, e esquecem-se. Entretanto a educacao e a cultura vao indo por onde a deixarmos ir.
RANT OVER!
Para melhor informacao própriamente dita, deixo-vos com os seguintes blogs, porque a blogosfera prova-nos que ainda há reaccao - pelo menos pensada e escrita. Ainda bem que não somos TODOS cordeirinhos. Mas até quando?
tenho dito.
droff out
arauxo.blogspot.com
boa-lingua.blogspot.com
causa-nossa.blogspot.com
cegueiralusa.com
cidadanialx.blogspot.com
cidadaniasempre.blogspot.com
combate.blogspot.com
episema.blogspot.com
joaomartins.entropiadesign.org
jumento.blogspot.com
lisboalisboa.blogspot.com
ocartel.blogspot.com
orevolucao.blogspot.com
peloensinodamusica.wordpress.com
portugaldospequeninos.blogspot.com
quartarepublica.blogspot.com
salvemosconservatorios.blogspot.com
spectrum.weblog.com.pt
Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008
Contra o Fim do Ensino Especializado da Música em Portugal
aqui mora a petição anti-Milu Rodrigues e as suas "medidas" da malásia (de século X).
Se já hoje, o ensino público especializado não é para todos, querem agora que seja para os poucos exclusivos que menos trabalham, menos descontam e mais chupam.
Fico-me por este mini-rant. Tenho de acabar a versão maior. Coming soon.
Obrigadão pelo shout, z. Há que agir - MESMO!
droff out para já
Se já hoje, o ensino público especializado não é para todos, querem agora que seja para os poucos exclusivos que menos trabalham, menos descontam e mais chupam.
Fico-me por este mini-rant. Tenho de acabar a versão maior. Coming soon.
Obrigadão pelo shout, z. Há que agir - MESMO!
droff out para já
Terça-feira, Fevereiro 05, 2008
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
Bom dia (outra vez)
ena!
lembrei-me!
tenho um blog? ganda cena!
Pois, tenho andado com alguma preguica para isto, que normalmente era o meu refugio quando tinha preguica para fazer o que devia. Mas enfim, estive ocupado, bebado, e algo confuso com a direccao que ando a tomar. Mas nao interessa, para a frente continua a ser o caminho!
que tenho eu feito? bem, tou a tentar escrever uma sitcom (que ainda nao tem piada) para a minha dissertacao - pois é, só me falta um semestre!!! (esperemos) - para além de estar a dar os ultimos retoques a uma cena que já devia tar acabada há meses - quando tiver pronto, digo o que é.
Este semestre é suposto eu arranjar um spot para trabalhar á experiencia, para o unico módulo que me falta para além da dissertacao. Já tenho um CV criativo feito. Há que melhorá-lo agora. Uma boa adicao será o facto de que estou agora a contribuir para uma magazine online que brotou agora, e bem. É a Upstream Magazine, uma cena tao Lisboeta que nao podia recusar. Inspira-me e obriga-me a esforcar-me por algo que quero fazer bem. Mas está dificil chegar ao que será o meu primeiro texto. Mas tá para breve. Esperemos... entretanto, aceito sugestoes em privado.
Outra coisa que espero estar para breve é net na minha casa nova. Ah, pois é. Mudei-me outra vez. Para melhor, como convem. Para um apartamento pequeno mas bem bacano, todo eléctrico e moderno, situado junto aos cinemas e ao ginasio que ando a pagar há um ano sem por lá os pés... é desta! quando a net finalmente chegar (na forma de sky!), faco um post com uma descricao bacana do cubico.
Os proximos posts, porem, vao só falar do passado recente, e as belas descobertas que tenho feito. Afinal muita merda se passou desde o ultimo post, datado de... FODA-SE!!! 26 de novembro??? Ando mesmo a dormir...
Sim, voltarei a estar activo por aqui, enquanto houver coisas fixes para dizer. Acho que foi isso que me faltou quando parei de postar. Mas entretanto já fiz mais um semestre, fui a Amsterdam e Lisbon, mudei-me de casa, e tenho tomado uma série de decisoes daquelas que só os adultos teem que fazer. Se nao fizer o que eles fazem, nunca me tornarei num deles.
Para já, é só.
Desculpas pela minha ausencia a quem é de direito. Nao volta a acontecer.
Beijos, abracos, e essas cenas todas.
Até já,
Droff out
lembrei-me!
tenho um blog? ganda cena!
Pois, tenho andado com alguma preguica para isto, que normalmente era o meu refugio quando tinha preguica para fazer o que devia. Mas enfim, estive ocupado, bebado, e algo confuso com a direccao que ando a tomar. Mas nao interessa, para a frente continua a ser o caminho!
que tenho eu feito? bem, tou a tentar escrever uma sitcom (que ainda nao tem piada) para a minha dissertacao - pois é, só me falta um semestre!!! (esperemos) - para além de estar a dar os ultimos retoques a uma cena que já devia tar acabada há meses - quando tiver pronto, digo o que é.
Este semestre é suposto eu arranjar um spot para trabalhar á experiencia, para o unico módulo que me falta para além da dissertacao. Já tenho um CV criativo feito. Há que melhorá-lo agora. Uma boa adicao será o facto de que estou agora a contribuir para uma magazine online que brotou agora, e bem. É a Upstream Magazine, uma cena tao Lisboeta que nao podia recusar. Inspira-me e obriga-me a esforcar-me por algo que quero fazer bem. Mas está dificil chegar ao que será o meu primeiro texto. Mas tá para breve. Esperemos... entretanto, aceito sugestoes em privado.
Outra coisa que espero estar para breve é net na minha casa nova. Ah, pois é. Mudei-me outra vez. Para melhor, como convem. Para um apartamento pequeno mas bem bacano, todo eléctrico e moderno, situado junto aos cinemas e ao ginasio que ando a pagar há um ano sem por lá os pés... é desta! quando a net finalmente chegar (na forma de sky!), faco um post com uma descricao bacana do cubico.
Os proximos posts, porem, vao só falar do passado recente, e as belas descobertas que tenho feito. Afinal muita merda se passou desde o ultimo post, datado de... FODA-SE!!! 26 de novembro??? Ando mesmo a dormir...
Sim, voltarei a estar activo por aqui, enquanto houver coisas fixes para dizer. Acho que foi isso que me faltou quando parei de postar. Mas entretanto já fiz mais um semestre, fui a Amsterdam e Lisbon, mudei-me de casa, e tenho tomado uma série de decisoes daquelas que só os adultos teem que fazer. Se nao fizer o que eles fazem, nunca me tornarei num deles.
Para já, é só.
Desculpas pela minha ausencia a quem é de direito. Nao volta a acontecer.
Beijos, abracos, e essas cenas todas.
Até já,
Droff out
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Fechado para obrar
Nao dá.
De momento tenho muito que quero e devo escrever. Mas é muito. Demais até para estar a estruturar para que faça sentido.
Isto de perder o sentido das coisas é muito fácil.
De momento tenho muito que quero e devo escrever. Mas é muito. Demais até para estar a estruturar para que faça sentido.
Isto de perder o sentido das coisas é muito fácil.
Sábado, Outubro 27, 2007
Memória apanhada do nada
Vi este vídeo em fins de 2002, estava o Daily Show na sua 1a época na "radical" (ó bué...), mas só dessa vez. Procurei, procurei, e nada... até hoje :D
o Daily Show criou um site novo com um arquivo muita gordo (recua até 99), e assim que vi, fui pescar este vídeo que não tem introdução minha, por razoes que tornar-se-ao óbvias. Digo só que, na altura, era um fan recente dos gajos, mas foi com este clip (e o seguinte, que por qualquer razao nao consta do arquivo) que á admiracao se juntou o respeito que tenho desde entao pelo Daily Show With Jon Stewart.
Enjoyem.
droff out
o Daily Show criou um site novo com um arquivo muita gordo (recua até 99), e assim que vi, fui pescar este vídeo que não tem introdução minha, por razoes que tornar-se-ao óbvias. Digo só que, na altura, era um fan recente dos gajos, mas foi com este clip (e o seguinte, que por qualquer razao nao consta do arquivo) que á admiracao se juntou o respeito que tenho desde entao pelo Daily Show With Jon Stewart.
Enjoyem.
droff out
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Os novos horizontes de sempre
Pois...
Re-comecei a rotina. Outra rotina, com outros objectivos cada vez mais palpáveis. E todos eles me prendem aqui. Há futuro aqui. Ai atrás duvido, mas não deixo de espreitar.
Agora que finalmente levantei a peida e dignei-me (lol. eu, dignar-me) a por as patas na faculdade, já tenho os módulos acertados, e já sei o que vou fazer este semestre. Dois módulos pesadíssimos a que se juntam várias actividades paralelas como guioes (e pesquisa de destinos para os mesmos), prática independente de montagem (tenho um portfolio por começar há quase dois anos) e a incessante busca de alguem que veja o potencial que o meu doc tem, e que tenha tomates para investir numa produção a sério do bacano. A exposures encolheu a secção de docs para uma noite só, pelo que só (!!!) 5 vão a concurso. E nós não estamos nesse lote. Próxima investida em curso, para apresentar daqui a um mes, em Sheffield.
Mais o gym que tem que ser aproveitado, já que tá a ser pago, mais os fumos que foram relegados para um dia por semana em terreno neutro (em casa não o vou ter mais porque faz mal à carteira), e os mui ocasionais copos que poderao dar ou nao em queca fácil. Mesmo á bife, este lifestyle...
E, mais tarde ou mais cedo, terei que arranjar outro bules. Um que nao me foda os fins de semana e o que resta da sanidade. Porque tenho de sair daqui mais vezes, ir a eventos da industria. Dar-me a conhecer aos tubarões e aos colegas. Networking, a bem dizer...
E há mais, muito mais que posso, que quero, e que tenho de fazer. Nao se pode é partilhar tudo. Mas básicamente, é isto: Os novos horizontes de sempre, sei-o hoje, estão por aqui na ilha do desterro. Porque nao há industria aberta ai no "vosso" pais. O monopólio vigente e descarado é um negócio de uma familia que nao é a minha. É de fora que tenho que agir, para voltar só quando valer a pena. Porque nao quero acreditar em "ses" .Nao acordes, Portugal... estás bem assim, caralho!
Viva a bifa, se for a bifa a dar-me as oportunidades que a pátria que me pariu nunca quis dar.
Até ao próximo devaneio.
droff out
Re-comecei a rotina. Outra rotina, com outros objectivos cada vez mais palpáveis. E todos eles me prendem aqui. Há futuro aqui. Ai atrás duvido, mas não deixo de espreitar.
Agora que finalmente levantei a peida e dignei-me (lol. eu, dignar-me) a por as patas na faculdade, já tenho os módulos acertados, e já sei o que vou fazer este semestre. Dois módulos pesadíssimos a que se juntam várias actividades paralelas como guioes (e pesquisa de destinos para os mesmos), prática independente de montagem (tenho um portfolio por começar há quase dois anos) e a incessante busca de alguem que veja o potencial que o meu doc tem, e que tenha tomates para investir numa produção a sério do bacano. A exposures encolheu a secção de docs para uma noite só, pelo que só (!!!) 5 vão a concurso. E nós não estamos nesse lote. Próxima investida em curso, para apresentar daqui a um mes, em Sheffield.
Mais o gym que tem que ser aproveitado, já que tá a ser pago, mais os fumos que foram relegados para um dia por semana em terreno neutro (em casa não o vou ter mais porque faz mal à carteira), e os mui ocasionais copos que poderao dar ou nao em queca fácil. Mesmo á bife, este lifestyle...
E, mais tarde ou mais cedo, terei que arranjar outro bules. Um que nao me foda os fins de semana e o que resta da sanidade. Porque tenho de sair daqui mais vezes, ir a eventos da industria. Dar-me a conhecer aos tubarões e aos colegas. Networking, a bem dizer...
E há mais, muito mais que posso, que quero, e que tenho de fazer. Nao se pode é partilhar tudo. Mas básicamente, é isto: Os novos horizontes de sempre, sei-o hoje, estão por aqui na ilha do desterro. Porque nao há industria aberta ai no "vosso" pais. O monopólio vigente e descarado é um negócio de uma familia que nao é a minha. É de fora que tenho que agir, para voltar só quando valer a pena. Porque nao quero acreditar em "ses" .Nao acordes, Portugal... estás bem assim, caralho!
Viva a bifa, se for a bifa a dar-me as oportunidades que a pátria que me pariu nunca quis dar.
Até ao próximo devaneio.
droff out
Quinta-feira, Setembro 20, 2007
Newvidades?
Sim, ainda cá estou.
Sei que não muito activo, mas estou. já fui a Lisbon e já voltei. E uma das lições aprendidas foi a do inconformismo transcendente á minha consciência. Como o outro avariado, também eu "só estou bem onde eu não estou". Se há duas semanas me queixava do calor que nao me deixava sequer pensar (as ressacas também ajudaram), assim que voltei deu logo para queixar do frio;
Se durante um ano me queixei da falta de tempo para engatar, agora que fui engatado (ou me deixei engatar), curti bastante, mas num instante fartei-me e apercebi-me do porqueh de ter a fomeca que provém de um ano de secura: quando fazes a coisa bem, não desgrudam . E eu não tenho vida para isto. Nao tenho tempo, e não tenho vontade de me partilhar com alguém só porque sim. Acredito que tenho de fazer alguém de mim próprio para o fazer com alguém que realmente faça sentido. Sim, eu preciso de razoes. Chamem-me de insensivel, mas é mesmo assim. Já perdi muito tempo, e sim, ilusões de emoções em busca de algo que para ser tão bom, só pode ser impossivel. O amor é um negócio ah escala global, e eu não quero comissões.
Noutros tópicos, ainda não tenho resposta da cornerhouse, a respeito do festival exposures, e se o "censored..." lá figurará em Dezembro. Mas para bem ou para mal, saberei nas próximas duas semanas. Entretanto "distraio-me" com as obrigacoes académicas. As ultimas 5 cadeiras a fazer (falta escolher duas), a proposta para a dissertacao (só comecei ontem), e saber se a bolsa pingará este ano. Tudo ainda em águas de vacalhau.
O emprego, continua merdoso e inspirador, o pessoal continua falso (quase todos, acho que já os sei distinguir... ACHO), e de resto, tudo ainda na pobreza do costume. O futuro galopa em minha direccao e só posso agarrá-lo se tiver a pestana aberta. Dai a minha ausencia por aqui, e dai o meu retorno ah reclusao.
Uma ultima nota para celebrar a minha mais recente descoberta. The Boondocks. Nao vou dar sintese nenhuma. Quem quiser que veja na wikipedia. Mas como eu comecei por ver sem saber o que era, e acabei por ver os primeiros oito episódios non-stop, teem aqui uma boa recomendacao.
Enjoy.
http://www.movieforumz.com/showthread.php?t=18344
droff out
Sei que não muito activo, mas estou. já fui a Lisbon e já voltei. E uma das lições aprendidas foi a do inconformismo transcendente á minha consciência. Como o outro avariado, também eu "só estou bem onde eu não estou". Se há duas semanas me queixava do calor que nao me deixava sequer pensar (as ressacas também ajudaram), assim que voltei deu logo para queixar do frio;
Se durante um ano me queixei da falta de tempo para engatar, agora que fui engatado (ou me deixei engatar), curti bastante, mas num instante fartei-me e apercebi-me do porqueh de ter a fomeca que provém de um ano de secura: quando fazes a coisa bem, não desgrudam . E eu não tenho vida para isto. Nao tenho tempo, e não tenho vontade de me partilhar com alguém só porque sim. Acredito que tenho de fazer alguém de mim próprio para o fazer com alguém que realmente faça sentido. Sim, eu preciso de razoes. Chamem-me de insensivel, mas é mesmo assim. Já perdi muito tempo, e sim, ilusões de emoções em busca de algo que para ser tão bom, só pode ser impossivel. O amor é um negócio ah escala global, e eu não quero comissões.
Noutros tópicos, ainda não tenho resposta da cornerhouse, a respeito do festival exposures, e se o "censored..." lá figurará em Dezembro. Mas para bem ou para mal, saberei nas próximas duas semanas. Entretanto "distraio-me" com as obrigacoes académicas. As ultimas 5 cadeiras a fazer (falta escolher duas), a proposta para a dissertacao (só comecei ontem), e saber se a bolsa pingará este ano. Tudo ainda em águas de vacalhau.
O emprego, continua merdoso e inspirador, o pessoal continua falso (quase todos, acho que já os sei distinguir... ACHO), e de resto, tudo ainda na pobreza do costume. O futuro galopa em minha direccao e só posso agarrá-lo se tiver a pestana aberta. Dai a minha ausencia por aqui, e dai o meu retorno ah reclusao.
Uma ultima nota para celebrar a minha mais recente descoberta. The Boondocks. Nao vou dar sintese nenhuma. Quem quiser que veja na wikipedia. Mas como eu comecei por ver sem saber o que era, e acabei por ver os primeiros oito episódios non-stop, teem aqui uma boa recomendacao.
Enjoy.
http://www.movieforumz.com/showthread.php?t=18344
droff out
Quinta-feira, Agosto 16, 2007
Porque o tempo é mais rápido do que eu
Está a acontecer muita coisa ao mesmo tempo. Cada vez mais.
Já desde que comecei a tirar este pseudo-curso que me apercebi que para ter sucesso um dia (a minha definição de sucesso é mutante, e por isso irrelevante para este post), teria de pagar diariamente por anos e anos de preguiça, conformismo, e ignorância.
E assim tem sido. Continuo a achar que será impossivel recuperar esse tempo perdido, sendo que a unica maneira de prosperar é fazer o que puder com o tempo que hoje em dia corre mais rápido do que eu.
Porque descobri que há trabalho e há trabalhos. Há os que eu quero fazer por mim, de mim, e para mim, e depois há o trabalhar para outros, que é a convencao para a sobrevivência da classe operária: fazer os outros ricos. Tudo muito bem, se eu não soubesse melhor. NÃO TEM de ser assim!
Mas como sei que demorei a atingir essa consciência, compreendo plenamente a incrível missão que cabe às almas criativas, expressivas e sim, artísticas, de fazer ver isso mesmo às massas. Porque é sempre preciso tomates de touro para dizer "o rei vai nu".
Por isso escondo-me por analogias improvisadas mas sentidas. Quem me conhecer, percebe. Quem não conhecer, que adivinhe. Se algo que eu alguma vez escrever fizer um desconhecido pensar por 5 segundos, eis uma pequena vitória para alguém que como eu sempre foi difícil de se fazer perceber. Eu não sou subversivo. Talvez uma beca estúpido e vago. Mas sei o que quero dizer. E se não o conseguir por alguma razão, escrevo-o.
E escrever é algo que não tenho feito ultimamente. Não é falta de inspiração ou assunto. Não é por reclusão ou egoísmo. É apenas a minha recusa em querer documentar os surrealismos que se me passam na tola, de momento. A que se deve essa recusa? Preguiça. Já não há cá conformismos ou ignorância, mas também não se pode ter tudo. Esta preguiça provém do desgaste de todo um ano em que, um pouco às cegas, progredi e evolui, ao mesmo tempo que a pestana foi abrindo mais.
E agora, enquanto faço tempo (mais 4 dias) para ir preguiçar para casa, apercebo-me que o que eu quero, preciso, e ambiciono, está lá atrás. Quero ser o bom filho do qual tinha raiva em 2004. Mas tal estatuto custa e demora a alcançar. E no meu caso, ainda deve faltar bué. E em forma clássica de castigo, passo os dias de verão na cama, porque chove lá fora, e as noites ou a fazer os outros ricos, ou a tentar descomprimir com lazer que me abstraia de todo o MEU trabalho que fiz este ano, e o que me espera já para o mês que vem.
Siga...
passear para o sul
3ª feira.
Bjoz
droff out
Já desde que comecei a tirar este pseudo-curso que me apercebi que para ter sucesso um dia (a minha definição de sucesso é mutante, e por isso irrelevante para este post), teria de pagar diariamente por anos e anos de preguiça, conformismo, e ignorância.
E assim tem sido. Continuo a achar que será impossivel recuperar esse tempo perdido, sendo que a unica maneira de prosperar é fazer o que puder com o tempo que hoje em dia corre mais rápido do que eu.
Porque descobri que há trabalho e há trabalhos. Há os que eu quero fazer por mim, de mim, e para mim, e depois há o trabalhar para outros, que é a convencao para a sobrevivência da classe operária: fazer os outros ricos. Tudo muito bem, se eu não soubesse melhor. NÃO TEM de ser assim!
Mas como sei que demorei a atingir essa consciência, compreendo plenamente a incrível missão que cabe às almas criativas, expressivas e sim, artísticas, de fazer ver isso mesmo às massas. Porque é sempre preciso tomates de touro para dizer "o rei vai nu".
Por isso escondo-me por analogias improvisadas mas sentidas. Quem me conhecer, percebe. Quem não conhecer, que adivinhe. Se algo que eu alguma vez escrever fizer um desconhecido pensar por 5 segundos, eis uma pequena vitória para alguém que como eu sempre foi difícil de se fazer perceber. Eu não sou subversivo. Talvez uma beca estúpido e vago. Mas sei o que quero dizer. E se não o conseguir por alguma razão, escrevo-o.
E escrever é algo que não tenho feito ultimamente. Não é falta de inspiração ou assunto. Não é por reclusão ou egoísmo. É apenas a minha recusa em querer documentar os surrealismos que se me passam na tola, de momento. A que se deve essa recusa? Preguiça. Já não há cá conformismos ou ignorância, mas também não se pode ter tudo. Esta preguiça provém do desgaste de todo um ano em que, um pouco às cegas, progredi e evolui, ao mesmo tempo que a pestana foi abrindo mais.
E agora, enquanto faço tempo (mais 4 dias) para ir preguiçar para casa, apercebo-me que o que eu quero, preciso, e ambiciono, está lá atrás. Quero ser o bom filho do qual tinha raiva em 2004. Mas tal estatuto custa e demora a alcançar. E no meu caso, ainda deve faltar bué. E em forma clássica de castigo, passo os dias de verão na cama, porque chove lá fora, e as noites ou a fazer os outros ricos, ou a tentar descomprimir com lazer que me abstraia de todo o MEU trabalho que fiz este ano, e o que me espera já para o mês que vem.
Siga...
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3ª feira.
Bjoz
droff out
Quarta-feira, Agosto 01, 2007
Bom dia
As coisas compõem-se.
Ontem estive em Manchester, para entregar em mão o meu documentário na cornerhouse, para a exposures. Trata-se do festival de filmes estudantes mais "conhecido" aqui no northwest.
Com alto feeling de dever cumprido, fiquei-me por Manchester, e encontrei-me com duas amigas. Bebemos um belo sumo de laranja com um ou dois pingos de vodka, e fomos ver o filme dos Simpsons. Nada mal, mas nada de especial. Mas também não já grande espaço para inovação nos Simpsons, pelo que o filme está aceitável. Mas a melhor piada de todas está entre os créditos, pelo que recomendo que fiquem sentadinhos até ao fim, quando o virem.
Foi a primeira vez em meses em que me vi liberto de obrigações e trabalhos. Já não ia ao cinema há pelo menos 2 anos, algo que me assustou. Sou escravo de mim próprio, já me resignei a esse facto, mas esta folga tinha que ser aproveitada.
Agora, é preparar a papelada para o outro concurso, da Royal Television Society, e arranjar as permissões necessárias, para que em caso de "vitória", se possa propagar a coisa.
E depois, daqui a 3 semanas, Tuga comigo. 2 semanas e meia em que vou ter muito que folgar, gozar, comemorar (pelo menos 3 aniversários)... e sim, trabalhar. O verão (qual verão?) está a voar, e já devia estar a planificar os próximos (e ultimos) 2 semestres. Decidi escrever uma sitcom para a minha dissertação. É algo que me vai na tola há anos e não pode fugir.
E... são essas, as novas por aqui. E o mundo, como estará? vou ver.
Até já
droff out
Ontem estive em Manchester, para entregar em mão o meu documentário na cornerhouse, para a exposures. Trata-se do festival de filmes estudantes mais "conhecido" aqui no northwest.
Com alto feeling de dever cumprido, fiquei-me por Manchester, e encontrei-me com duas amigas. Bebemos um belo sumo de laranja com um ou dois pingos de vodka, e fomos ver o filme dos Simpsons. Nada mal, mas nada de especial. Mas também não já grande espaço para inovação nos Simpsons, pelo que o filme está aceitável. Mas a melhor piada de todas está entre os créditos, pelo que recomendo que fiquem sentadinhos até ao fim, quando o virem.
Foi a primeira vez em meses em que me vi liberto de obrigações e trabalhos. Já não ia ao cinema há pelo menos 2 anos, algo que me assustou. Sou escravo de mim próprio, já me resignei a esse facto, mas esta folga tinha que ser aproveitada.
Agora, é preparar a papelada para o outro concurso, da Royal Television Society, e arranjar as permissões necessárias, para que em caso de "vitória", se possa propagar a coisa.
E depois, daqui a 3 semanas, Tuga comigo. 2 semanas e meia em que vou ter muito que folgar, gozar, comemorar (pelo menos 3 aniversários)... e sim, trabalhar. O verão (qual verão?) está a voar, e já devia estar a planificar os próximos (e ultimos) 2 semestres. Decidi escrever uma sitcom para a minha dissertação. É algo que me vai na tola há anos e não pode fugir.
E... são essas, as novas por aqui. E o mundo, como estará? vou ver.
Até já
droff out
Quarta-feira, Julho 25, 2007
Wrap party for one
Acabou a 2a demão na montagem do meu pseudo-documentário. Deadline cumpridissima, e por uma noite posso tentar descomprimir, e aceitar que nao se podia fazer mais do que se fez nestes 4 meses de trabalho prazeirento, inspirante (ou inspirador, como preferirem), e sobretudo revelador.
Manuel João Vieira, Censored for a Living irá agora a concursos locais. Outra luta completamente diferente. Esta luta agora é só minha. Há muita gente a contactar e chatear para cumprir as formalidades burrocráticas e bem educadas.
E pronto, é isso. Já não lhe mexo mais, está na altura de cortar o cordão.
Descomprimindo e aprendendo vivemos.
Amanhã já direi algo mais conciso.
Estou a encher o vazio á grande e á holandesa :P
até já.
Droff out
Manuel João Vieira, Censored for a Living irá agora a concursos locais. Outra luta completamente diferente. Esta luta agora é só minha. Há muita gente a contactar e chatear para cumprir as formalidades burrocráticas e bem educadas.
E pronto, é isso. Já não lhe mexo mais, está na altura de cortar o cordão.
Descomprimindo e aprendendo vivemos.
Amanhã já direi algo mais conciso.
Estou a encher o vazio á grande e á holandesa :P
até já.
Droff out
Domingo, Julho 08, 2007
E agora...
Nao se passa nada. Pelo menos por aqui
Enquanto o resto do mundo vive o verao, eu aqui ando preso ao clima ingles, castigador e irritante. Está frio, para Julho, e nao me parece que me queiram dar uma abébia. Nao tenho grande sitio para sair, nao tenho gente que queira ver, nao tenho nada na mente que me faca gostar de onde estou.
Estou teso, monetáriamente preso a este desterro que nao quero partilhar. Ultimamente tem havido boas noticias, mas nem essas me poem um sorriso sincero na fronha.
Estou a afinar, como quem diz re-editar o meu doc, para mandar para (pelo menos) dois concursos académicos a nivel regional. Contra as indicacoes da minha profe, vou esticar o doc uma beca, talvez até aos 29 minutos. Porque sim. Só tenho até 5a feira para acabar o gajo. Pois seja. Já sei como o vou fazer, já sei o que tenho a reparar, cortar, trocar e adicionar.
Os techys foram uns bacanos em reservar uma máquina só para eu trabalhar. Está tudo em remodelacao no departamento de video. Os macs vao todos ser trocados, e está tudo um caos por lá. Nao faz mal. Ao caos já estou eu mais que habituado.
Portanto, é acabar isto até ao fim da semana. Digo "isto" assim banalmente, como se nao fosse o projecto mais ambicioso que alguma vez tive os tomates de fazer. Como se nao fosse uma alta responsabilidade de representacao internacional de uma figura até agora para consumo interno. Como se nao fosse aquilo que me faz levantar mais cedo do que o desejável todos os dias, para andar meia hora á chuva para aquela faculdade que nao me diz nada, mesmo nada. E ainda falta um ano...
Depois de acabar "isto", ainda tenho que cortar o que ficou gravado do "knock knock", a minha super-curta que foi totalmente sabotada pelo tempo, pela minha verdura, e pela falta de recursos. Que se foda, ainda há de ficar menos má do que a maioria das curtas da turma. Ainda falta gravar duas cenas. O Jimmy, actor principal, já me ligou a perguntar quando é que se grava isso, para poder rapar a carola. Pois bem, acabando o doc na quinta, vou tentar gravar as duas cenas até ao final do mes, e cortar tudo até meados de agosto.
Depois é entrar as cenas (o doc nos concursos e a curta na faculdade) e cagar temporáriamente para esta minha existencia em terras bifas. Emprego inclusive. Nada me vai impedir de ir á tuga pelo menos 2 semanas. Tenho dito. Tenho escrito. Agora é cumprir. Entretanto tenho que decidir onde vai ser o meu pousio para o meu ultimo ano de faculdade. Já me mudei, mas nao me parece que queira ficar onde estou agora, por muito mais tempo.
Falta coesao neste texto, eu sei. Cagando e andando. Só porque já passou um mes desde que postei/bostei qualquer coisa. Porque esquece muito a quem nao escreve, e quem nao escreve nao se pode auto-intitular de escritor.
Foda-se o tempo.
droff out
Enquanto o resto do mundo vive o verao, eu aqui ando preso ao clima ingles, castigador e irritante. Está frio, para Julho, e nao me parece que me queiram dar uma abébia. Nao tenho grande sitio para sair, nao tenho gente que queira ver, nao tenho nada na mente que me faca gostar de onde estou.
Estou teso, monetáriamente preso a este desterro que nao quero partilhar. Ultimamente tem havido boas noticias, mas nem essas me poem um sorriso sincero na fronha.
Estou a afinar, como quem diz re-editar o meu doc, para mandar para (pelo menos) dois concursos académicos a nivel regional. Contra as indicacoes da minha profe, vou esticar o doc uma beca, talvez até aos 29 minutos. Porque sim. Só tenho até 5a feira para acabar o gajo. Pois seja. Já sei como o vou fazer, já sei o que tenho a reparar, cortar, trocar e adicionar.
Os techys foram uns bacanos em reservar uma máquina só para eu trabalhar. Está tudo em remodelacao no departamento de video. Os macs vao todos ser trocados, e está tudo um caos por lá. Nao faz mal. Ao caos já estou eu mais que habituado.
Portanto, é acabar isto até ao fim da semana. Digo "isto" assim banalmente, como se nao fosse o projecto mais ambicioso que alguma vez tive os tomates de fazer. Como se nao fosse uma alta responsabilidade de representacao internacional de uma figura até agora para consumo interno. Como se nao fosse aquilo que me faz levantar mais cedo do que o desejável todos os dias, para andar meia hora á chuva para aquela faculdade que nao me diz nada, mesmo nada. E ainda falta um ano...
Depois de acabar "isto", ainda tenho que cortar o que ficou gravado do "knock knock", a minha super-curta que foi totalmente sabotada pelo tempo, pela minha verdura, e pela falta de recursos. Que se foda, ainda há de ficar menos má do que a maioria das curtas da turma. Ainda falta gravar duas cenas. O Jimmy, actor principal, já me ligou a perguntar quando é que se grava isso, para poder rapar a carola. Pois bem, acabando o doc na quinta, vou tentar gravar as duas cenas até ao final do mes, e cortar tudo até meados de agosto.
Depois é entrar as cenas (o doc nos concursos e a curta na faculdade) e cagar temporáriamente para esta minha existencia em terras bifas. Emprego inclusive. Nada me vai impedir de ir á tuga pelo menos 2 semanas. Tenho dito. Tenho escrito. Agora é cumprir. Entretanto tenho que decidir onde vai ser o meu pousio para o meu ultimo ano de faculdade. Já me mudei, mas nao me parece que queira ficar onde estou agora, por muito mais tempo.
Falta coesao neste texto, eu sei. Cagando e andando. Só porque já passou um mes desde que postei/bostei qualquer coisa. Porque esquece muito a quem nao escreve, e quem nao escreve nao se pode auto-intitular de escritor.
Foda-se o tempo.
droff out
Quarta-feira, Junho 06, 2007
A Luta Continua
O brain, como bom portugues, ameacou greve indeterminada, mas com boa diplomacia interna, eu e o brain acordámos que 2 semanas de férias foi o suficiente. Ainda mais considerando o volume de cenas a fazer, e novas deadlines a bater. A luta continua, a puta da labuta tambem, mas a pica é tal que é de estranha. Parar é morrer, tenho dito.
Sem tempo para uma suave reinsercao mental neste estado héctico que é a producao de filmes (nem me falem entao da pré e da pós), hoje convoquei o Chris e o Kieran, mais o Danny para reunir recursos técnicos, humanoides e criativos para agendar tudo de forma a termos a minha curta pronta a montar daqui a 2 semanas.
Chama-se "Knock Knock", e foi escrita originalmente pelo Craig Macdonnel. Estamos os dois a trabalhar no 4o draft desta peca de 5 minutos. Enquanto escrevo, o Chris está a preparar o perfil myspace para o filme, e vamos fazer um blog de producao tambem nos proximos dias. Por isso, nao vou já balbuciar sobre o filme, nem continuar a mencionar pessoal que ainda nao conhecem. E tambem porque devia estar a trabalhar no guiao.
Quanto ao mini-doc, tem havido multiplos devaneios construtivos internos e externos, sugerindo infindáveis formas de conduzir a distribuicao de uma nova peca a rocar os 30 minutos. Mas só posso pensar nisso a 18, daqui a 12 dias, quando o Knock Knock estiver gravadissimo. Terei 3 dias para afinar o que ainda me irrita ver/ouvir cada vez que revejo a peca. A 21, fecham o estudio de edicao na fac, por isso terei de fazer tudo em 4 dias. Na broa...
Depois, voltar ao Knock Knock e montá-lo (entre Preston e Bolton) até 8/8, altura em que vou para o Out of Spite Festival. Estou a ajudar o Bez & o Rob a fazer um documentário sobre este festival punk que vai, em agosto, ter a sua 10a e ultima edicao. Vamos descobrir ao certo porque(s). Vamos fazendo a pesquisa até lá, cobrir os 3 dias, e depois... vou cagar de alto para a edicao (eles amanham-se bem) e vou passear para o sul. Bem para sul.
Quero estar em Lisbon a 15 de agosto, e para isso há que seguir o minuncioso plano que tem vindo a tomar forma nestes ultimos estranhos meses. Irei (como sempre, a partir de agora) em trabalho E descanso. Logo se ve qual será a proporcao.
E é agora que paro e digo "foda-se, isto já está um catching up aceitável!"
Pois bem, esta é a nova agenda. Este é o plano, e o mapa estratégico em mais uma batalha na continuacao desta minha luta. Hmmm... isto tá punhético, está...
Vou trabalhar.
Beijos com sabor a super bock importada, e abracos virtuais envoltos em vibracoes cosmicamente sentidas
droff out
Sem tempo para uma suave reinsercao mental neste estado héctico que é a producao de filmes (nem me falem entao da pré e da pós), hoje convoquei o Chris e o Kieran, mais o Danny para reunir recursos técnicos, humanoides e criativos para agendar tudo de forma a termos a minha curta pronta a montar daqui a 2 semanas.
Chama-se "Knock Knock", e foi escrita originalmente pelo Craig Macdonnel. Estamos os dois a trabalhar no 4o draft desta peca de 5 minutos. Enquanto escrevo, o Chris está a preparar o perfil myspace para o filme, e vamos fazer um blog de producao tambem nos proximos dias. Por isso, nao vou já balbuciar sobre o filme, nem continuar a mencionar pessoal que ainda nao conhecem. E tambem porque devia estar a trabalhar no guiao.
Quanto ao mini-doc, tem havido multiplos devaneios construtivos internos e externos, sugerindo infindáveis formas de conduzir a distribuicao de uma nova peca a rocar os 30 minutos. Mas só posso pensar nisso a 18, daqui a 12 dias, quando o Knock Knock estiver gravadissimo. Terei 3 dias para afinar o que ainda me irrita ver/ouvir cada vez que revejo a peca. A 21, fecham o estudio de edicao na fac, por isso terei de fazer tudo em 4 dias. Na broa...
Depois, voltar ao Knock Knock e montá-lo (entre Preston e Bolton) até 8/8, altura em que vou para o Out of Spite Festival. Estou a ajudar o Bez & o Rob a fazer um documentário sobre este festival punk que vai, em agosto, ter a sua 10a e ultima edicao. Vamos descobrir ao certo porque(s). Vamos fazendo a pesquisa até lá, cobrir os 3 dias, e depois... vou cagar de alto para a edicao (eles amanham-se bem) e vou passear para o sul. Bem para sul.
Quero estar em Lisbon a 15 de agosto, e para isso há que seguir o minuncioso plano que tem vindo a tomar forma nestes ultimos estranhos meses. Irei (como sempre, a partir de agora) em trabalho E descanso. Logo se ve qual será a proporcao.
E é agora que paro e digo "foda-se, isto já está um catching up aceitável!"
Pois bem, esta é a nova agenda. Este é o plano, e o mapa estratégico em mais uma batalha na continuacao desta minha luta. Hmmm... isto tá punhético, está...
Vou trabalhar.
Beijos com sabor a super bock importada, e abracos virtuais envoltos em vibracoes cosmicamente sentidas
droff out
Domingo, Maio 27, 2007
Sexta-feira, Maio 18, 2007
O screening
huh... pá, correu bem. Apareceu bué povo, considerando que foi tudo organisado em 3 dias. Prai 30 bifes conhecidos meus e conhecidos deles comeram a cena até ao fim com um sorriso.
Foi passado com o som estupidamente alto, e nao deu para estudar reaccoes. Tenho que me ficar com as palavras simpáticas que em geral me deram.
Quanto ao Manel, bem, é claro que o humor latente arrancou risos e acomodou bem a estrangeirice da cena. Foi muito mais facil de traduzir do que eu pensava.
Está longe de ser uma coisa pró, está longe de ser um documentário por si só (aliás, o sub-titulo do filme é "a flash portrait of"), mas como premissa para um doc a sério, mais extenso e mais objectivista (e com uma atencao reforcada á producao do som), e já agora, sem a minha fronha e a minha voz. Teria sido mais fácil meter uma qualquer colega minha a fazer a narracao. Mas linkar isso á continuidade deste filme era estupidamente dificil.
deixa-me pousar, fazer as poucas cópias, e voltar a ve-lo daqui a uma semana, com um olhar mais critico, para ver se se aproveita algo. Seja como for, progredi alguma coisa no processo. Como editor, se nao como pseudo-documentarista. Mas o mais estranho da cena toda foi a alta ambicao, incomum a mim. Sei bem que nao estive á altura dessa ambicao, mas lá está, aprendi e progredi pelo caminho. Quanto a isso, estou para decidir se alguma vez voltarei a escrever ideias para filmes quando bezano.
Nao vos soa á mais retórica de todas as perguntas??
até já,
droff out



Fotos de João Pires
Foi passado com o som estupidamente alto, e nao deu para estudar reaccoes. Tenho que me ficar com as palavras simpáticas que em geral me deram.
Quanto ao Manel, bem, é claro que o humor latente arrancou risos e acomodou bem a estrangeirice da cena. Foi muito mais facil de traduzir do que eu pensava.
Está longe de ser uma coisa pró, está longe de ser um documentário por si só (aliás, o sub-titulo do filme é "a flash portrait of"), mas como premissa para um doc a sério, mais extenso e mais objectivista (e com uma atencao reforcada á producao do som), e já agora, sem a minha fronha e a minha voz. Teria sido mais fácil meter uma qualquer colega minha a fazer a narracao. Mas linkar isso á continuidade deste filme era estupidamente dificil.
deixa-me pousar, fazer as poucas cópias, e voltar a ve-lo daqui a uma semana, com um olhar mais critico, para ver se se aproveita algo. Seja como for, progredi alguma coisa no processo. Como editor, se nao como pseudo-documentarista. Mas o mais estranho da cena toda foi a alta ambicao, incomum a mim. Sei bem que nao estive á altura dessa ambicao, mas lá está, aprendi e progredi pelo caminho. Quanto a isso, estou para decidir se alguma vez voltarei a escrever ideias para filmes quando bezano.
Nao vos soa á mais retórica de todas as perguntas??
até já,
droff out


Fotos de João Pires
Terça-feira, Maio 15, 2007
Tá feito...
Acabei hoje de montar o meu doc :D
Quer dizer, falta ajustar volumes e os créditos, mas o meu doc tá feitissimo. A versao mais curta (para a puta da prof) tem 15 minutos (mas só 10 serao avaliados). Mas amanha, vou exibir uma versao de 25 minutos no Dog & Partridge, um pub local. A ideia nao foi minha, foi de pessoal que ficou impressionadissimo com o conteudo (como nao podia deixar de ser), e - dizem eles - com a montagem tambem.
É certo que só comecei a ter confianca na cena assim que me vi prestes a acabá-la, já com feedbacks ultra-bondosos. É por isso que preciso de uma prova de fogo. Mostrá-la a desconhecidos, para ver se foi mesmo uma aventura conseguida, e se de facto estive á altura da ambicao.
Nao resisto... queria manter isto em segredo até estar completamente feito, mas a alegria está - juntamente com o cansaco - a consumir-me. Deixo-vos em baixo a sinopse que fiz á pressa para o screening de amanha. Quando o lerem, hao de perceber o porque do meu nervosismo, da minha persistente duvida, e da minha obsessao por este projecto.
Estou esgotado. Nao consigo escrever mais nada... fica a sinopse em baixo... viva o copy/paste.
Bjoz abracos e o mais que queiram...
Até já,
droff out
"Manuel Joao Vieira, censored for a living" is a 25 minute documentary about the most versatile artist that my Lisbon city has got and doesn't recognise.
Leader of 3 bands, a painter, writer, actor and twice presidential pre-candidate, Manel's personae is unique. All 98 of them.
Mixing 9486548023523 different musical styles - all exquisitely - with poetic pearls like "Sex in the Bathtub" or "Urinal" or even "Whores in Portugal and In the World", Manel and his bandmates made sure they never achieved major national success. But that never stopped them from having fun with their craft.


Fotos de Joao Pires
Quer dizer, falta ajustar volumes e os créditos, mas o meu doc tá feitissimo. A versao mais curta (para a puta da prof) tem 15 minutos (mas só 10 serao avaliados). Mas amanha, vou exibir uma versao de 25 minutos no Dog & Partridge, um pub local. A ideia nao foi minha, foi de pessoal que ficou impressionadissimo com o conteudo (como nao podia deixar de ser), e - dizem eles - com a montagem tambem.
É certo que só comecei a ter confianca na cena assim que me vi prestes a acabá-la, já com feedbacks ultra-bondosos. É por isso que preciso de uma prova de fogo. Mostrá-la a desconhecidos, para ver se foi mesmo uma aventura conseguida, e se de facto estive á altura da ambicao.
Nao resisto... queria manter isto em segredo até estar completamente feito, mas a alegria está - juntamente com o cansaco - a consumir-me. Deixo-vos em baixo a sinopse que fiz á pressa para o screening de amanha. Quando o lerem, hao de perceber o porque do meu nervosismo, da minha persistente duvida, e da minha obsessao por este projecto.
Estou esgotado. Nao consigo escrever mais nada... fica a sinopse em baixo... viva o copy/paste.
Bjoz abracos e o mais que queiram...
Até já,
droff out
"Manuel Joao Vieira, censored for a living" is a 25 minute documentary about the most versatile artist that my Lisbon city has got and doesn't recognise.
Leader of 3 bands, a painter, writer, actor and twice presidential pre-candidate, Manel's personae is unique. All 98 of them.
Mixing 9486548023523 different musical styles - all exquisitely - with poetic pearls like "Sex in the Bathtub" or "Urinal" or even "Whores in Portugal and In the World", Manel and his bandmates made sure they never achieved major national success. But that never stopped them from having fun with their craft.

Fotos de Joao Pires
Sábado, Maio 05, 2007
Enquanto trabalho e nao posso postar....
...Partilha-se a onda da inspiracao. A fonte é de todos.
Sao letras como estas que me devolvem Lisboa ao brain, em curtos e efémeros momentos de bliss.
até já.
droff out
Urinol
Entre estátuas de Poetas
E o passar das bicicletas
E bancos com namorados aos beijinhos
Entram homens e senhoras,
Carteiristas e doutoras,
E por cima és urinol dos passarinhos.
Nas paredes das retretes,
Riscadas a canivete,
Acumulam-se atrevidas inscricoes.
Garatujas indecentes
Vociferam, descontentes,
Muitas raivas, muitas grandes frustracoes.
O patético burgues
Olha-te com altivez
Esquecido da tua enorme utilidade
Libertas postes e esquinas
Dos pivetes das urinas
Urinol, és um dos pulmoes da cidade.
Salvacao e monumento
No deserto de cimento
Mil ervinhas a espreitar por cada greta
Urinol, urinol,
Poes os pauzinhos ao sol...
Mais do que tres sacudidelas é punheta.
Urinol...
MJV
Sao letras como estas que me devolvem Lisboa ao brain, em curtos e efémeros momentos de bliss.
até já.
droff out
Urinol
Entre estátuas de Poetas
E o passar das bicicletas
E bancos com namorados aos beijinhos
Entram homens e senhoras,
Carteiristas e doutoras,
E por cima és urinol dos passarinhos.
Nas paredes das retretes,
Riscadas a canivete,
Acumulam-se atrevidas inscricoes.
Garatujas indecentes
Vociferam, descontentes,
Muitas raivas, muitas grandes frustracoes.
O patético burgues
Olha-te com altivez
Esquecido da tua enorme utilidade
Libertas postes e esquinas
Dos pivetes das urinas
Urinol, és um dos pulmoes da cidade.
Salvacao e monumento
No deserto de cimento
Mil ervinhas a espreitar por cada greta
Urinol, urinol,
Poes os pauzinhos ao sol...
Mais do que tres sacudidelas é punheta.
Urinol...
MJV
Segunda-feira, Abril 23, 2007
Em Casa, nunca e sempre
Estou possuido pelo anti-ego do meu eu de há 4 ou 5 anos. Estou tao perdido como estaria entao, mas se nessa altura era por faltas de cenas a aspirar a poder vir a ser... hoje vejo-me rodeados de caminhos possiveis e apeteciveis. E os caminhos multiplicam-se sem ordem aparente, logistica e geográficamente.
A vida dum beto, digo e repito para nao esquecer, é hoje aqui tal como amanha será ali. Mesmo com os progressos registados e ainda submersos, mas atingidos de sobremaneira, continua a faltar o algo que faca valher a pena. A certeza de se ter uma base. É derradeiramente irónico o facto que me obriga a voltar, cada vez que vou á tuga de férias: porque só tenho casa certa onde nao é suposto ter a minha casa. Se voltar ao que se chama banalmente "terra-mae" ou "casa".
Hoje sei que quero voltar, e gracas a um recem-feito amigo, sei porque é que quero voltar. Mas sei que vai demorar e só vai valer a pena quando eu finalmente puder possuir uma base na tao chamada casa ou terra-mae. É um objectivo claro e concreto, e é disso que vive a escrita prescritiva, se nao apenas criativa. Muito trabalho me espera. Esta semana e a outra, e até esse objectivo estar concretizado. Sem deadlines, apenas o pensamento de que quanto mais cedo, melhor.
Nestas ultimas semanas redescobri-me como um famelgoide. Gostei de todo o tempo que passei com os diferentes familiares. Nao sei se tenho o respeito deles todos, mas tambem nao me interessa por demais. Gostei de estar nesse espectro de puto da familia. Hoje com putos á séria que parecem que representarao a nova geracao de Pires, na pura. Os meus sobrinhos vao dar-lhe á séria.
Nesta semana vi-me descobrir-me como um futuro documentarista, se tiver sempre a oportunidade de trabalhar com/sobre gente que admiro, respeito, e que posso tratar por tu, e com isso fazer-lhe uma homenagem sentida e plena de responsabilidade.
Como foi desta vez. A minha primeira investida em documentário - uma peca de 10 minutos inchou e inchou, e considero fazer uma director's cut de prai 90. Mais mudancas presentes. Académicas, chatas, mas necessárias.
Redescobri o amor da minha escrita por bagaco. Mesmo que bagaco das pedras. Dei comigo a cantar Tony de Matos, a conhecer Fred Buscaglione, e acima de tudo tive o privilégio de conviver um pouco com uns dos poucos herois vivos que tenho. Deixei de comer atum, bebi bem e trabalhei melhor.
Vi-me activo, produtivo, com um sentido de oportunidade e propósito dedicado e unico. Consegui juntar amigos pró-eficientes e competentes para ajudar-me a fazer esta cena, e foi um prazer do principio ao fim. Os amigos que se fizeram e os momentos que registámos de uma forma ou outra hao de ficar connosco para sempre. Em dvd privado só lá para Junho...
Vi-me saudoso e vi-me a nao querer voltar. Mais do que em qualquer outra das vezes. Estava a ponto de desejar ter perdido o passaporte. Na 4a feira passada, de manha, estava eu a chonálias valentemente pela primeira vez em meses, quando me ligam da (insert my former outsourcing agency employer here):
GAJA COM UMA VOZINHA FIXE DEMAIS PARA SE MANDAR PARA O CARALHO:
"Olá, Roberto, rebeubebeu por ai fora, por acaso nao está á procura de emprego?"
BETO:
"Nao, obrigado. Estou emigradissimo, de férias, e a tentar dormir. Adeus Carina, boa tentativa."
e durante 5 insanos segundos pensei se teria feito a coisa certa. Ficar, num bules de merda, e constituir portfólio em Lisbon. Mas nao, mais vale concluir esta tanga aqui e pensar mais alto para mais tarde. Obrigo-me, convenco-me, porque sou de lógicas.
Estou submerso em fita para cortar até dia 9. Tenho ver como vai ser o próximo ano. Tenho de ver, de tantas opcoes em vista, qual delas vou agarrar como meu 2o projecto de verao desterrado. Porque já sei qual será o primeiro.
Muito para ainda dizer, muitas saudades por mencionar. As pessoas que nao vi, os concertos que perdi e estou a perder, e o meu bairro que só vi umas miseras 5 noites. Que me disseram que já nao é bem o meu bairro... o caralho é que nao é, disse-me a ultima dessas noites.
Mas agora é para nao parar de trabalhar.
Até já, como sempre.
droff out
A vida dum beto, digo e repito para nao esquecer, é hoje aqui tal como amanha será ali. Mesmo com os progressos registados e ainda submersos, mas atingidos de sobremaneira, continua a faltar o algo que faca valher a pena. A certeza de se ter uma base. É derradeiramente irónico o facto que me obriga a voltar, cada vez que vou á tuga de férias: porque só tenho casa certa onde nao é suposto ter a minha casa. Se voltar ao que se chama banalmente "terra-mae" ou "casa".
Hoje sei que quero voltar, e gracas a um recem-feito amigo, sei porque é que quero voltar. Mas sei que vai demorar e só vai valer a pena quando eu finalmente puder possuir uma base na tao chamada casa ou terra-mae. É um objectivo claro e concreto, e é disso que vive a escrita prescritiva, se nao apenas criativa. Muito trabalho me espera. Esta semana e a outra, e até esse objectivo estar concretizado. Sem deadlines, apenas o pensamento de que quanto mais cedo, melhor.
Nestas ultimas semanas redescobri-me como um famelgoide. Gostei de todo o tempo que passei com os diferentes familiares. Nao sei se tenho o respeito deles todos, mas tambem nao me interessa por demais. Gostei de estar nesse espectro de puto da familia. Hoje com putos á séria que parecem que representarao a nova geracao de Pires, na pura. Os meus sobrinhos vao dar-lhe á séria.
Nesta semana vi-me descobrir-me como um futuro documentarista, se tiver sempre a oportunidade de trabalhar com/sobre gente que admiro, respeito, e que posso tratar por tu, e com isso fazer-lhe uma homenagem sentida e plena de responsabilidade.
Como foi desta vez. A minha primeira investida em documentário - uma peca de 10 minutos inchou e inchou, e considero fazer uma director's cut de prai 90. Mais mudancas presentes. Académicas, chatas, mas necessárias.
Redescobri o amor da minha escrita por bagaco. Mesmo que bagaco das pedras. Dei comigo a cantar Tony de Matos, a conhecer Fred Buscaglione, e acima de tudo tive o privilégio de conviver um pouco com uns dos poucos herois vivos que tenho. Deixei de comer atum, bebi bem e trabalhei melhor.
Vi-me activo, produtivo, com um sentido de oportunidade e propósito dedicado e unico. Consegui juntar amigos pró-eficientes e competentes para ajudar-me a fazer esta cena, e foi um prazer do principio ao fim. Os amigos que se fizeram e os momentos que registámos de uma forma ou outra hao de ficar connosco para sempre. Em dvd privado só lá para Junho...
Vi-me saudoso e vi-me a nao querer voltar. Mais do que em qualquer outra das vezes. Estava a ponto de desejar ter perdido o passaporte. Na 4a feira passada, de manha, estava eu a chonálias valentemente pela primeira vez em meses, quando me ligam da (insert my former outsourcing agency employer here):
GAJA COM UMA VOZINHA FIXE DEMAIS PARA SE MANDAR PARA O CARALHO:
"Olá, Roberto, rebeubebeu por ai fora, por acaso nao está á procura de emprego?"
BETO:
"Nao, obrigado. Estou emigradissimo, de férias, e a tentar dormir. Adeus Carina, boa tentativa."
e durante 5 insanos segundos pensei se teria feito a coisa certa. Ficar, num bules de merda, e constituir portfólio em Lisbon. Mas nao, mais vale concluir esta tanga aqui e pensar mais alto para mais tarde. Obrigo-me, convenco-me, porque sou de lógicas.
Estou submerso em fita para cortar até dia 9. Tenho ver como vai ser o próximo ano. Tenho de ver, de tantas opcoes em vista, qual delas vou agarrar como meu 2o projecto de verao desterrado. Porque já sei qual será o primeiro.
Muito para ainda dizer, muitas saudades por mencionar. As pessoas que nao vi, os concertos que perdi e estou a perder, e o meu bairro que só vi umas miseras 5 noites. Que me disseram que já nao é bem o meu bairro... o caralho é que nao é, disse-me a ultima dessas noites.
Mas agora é para nao parar de trabalhar.
Até já, como sempre.
droff out
Quinta-feira, Abril 19, 2007
Até já outra vez
Acabou.
3 semanas na terra mãe, que foram abusadamente produtivas e iluminadoras. Claro que a custo de contactos chegados, esquecidos, e desencontrados. Não estive nem com 10% do pessoal que queria ver, mas tenho uma boa desculpa. Agora, pesadamente ressacado, faço tempo para ir para o porto, e daí para liverpool, que Bolton lá me espera para o resto da minha vida presente. E nela contido está o meu regresso aqui para junto de vocês.
Por isso até já outra vez.
droff out
3 semanas na terra mãe, que foram abusadamente produtivas e iluminadoras. Claro que a custo de contactos chegados, esquecidos, e desencontrados. Não estive nem com 10% do pessoal que queria ver, mas tenho uma boa desculpa. Agora, pesadamente ressacado, faço tempo para ir para o porto, e daí para liverpool, que Bolton lá me espera para o resto da minha vida presente. E nela contido está o meu regresso aqui para junto de vocês.
Por isso até já outra vez.
droff out
Segunda-feira, Abril 09, 2007
Fechado para obras
Muito trabalho e complicacoes de recursos manteem-me nulo por aqui. Não será por muito mais.
até já.
droff out
até já.
droff out
Quinta-feira, Março 29, 2007
Vale uma jola!
Quarta-feira, Março 28, 2007
Ena Pá 2000 em grande, como sempre.

Boas.
Normalmente (seja lah o que isso for) este espaco eh apenas para soltar tretas que nao podem, por uma razao ou outra, ficar apenas no brain. Porem, deixem-me fazer esta divulgacao, ateh porque eh em beneficio da unica banda que respeito plenamente e recomendo a toda a gente.

Trata-se da mini-digressao dos Ena Pá 2000, a Gastro-Pop-Rock tour. Eis os detalhes, que serao sem duvida mais persuasivos do que qualquer coisa que me ocorra escrever nesta noite insomniaca (mais uma directa no pelo). Eu soh sei que vou a pelo menos um deles. Provavelmente este de cima.

deixo-vos com o manifesto deles. Promete! Ateh jah?
droff out
Meus senhores; é oficial, definitivo e irreversível: Os Ena Pá 2000 – a verdadeira e miraculosa “banda gástrica” – vão encetar uma Gastro-Pop-Rock’n’Roll Big Pum Smell Tour no final deste mês de Março!
Com o objectivo inédito de estrangular o consumo excessivo de música da treta - um perfume de sonóxido carbónico vai invadir três pontos estratégicos do globo terrestre, três localizações nevrálgicas no controle de consumo do planeta: Coimbra, Lisboa e Cascais. Controlados estes três baluartes digestivos, o mundo irá experimentar uma prisão de ventre com proporções bíblicas, apenas comparável ao aperto urinário de Cícero, na hora em que foi degolado! Depois disso, através da catarse musical proporcionada pelo combo do famigerado Lello Minsk, dar-se-á o efeito contrário, prevendo-se uma explosão gastro-decibélica que ficará para a história universal como o Big Pum – um fenómeno acústico de aromo-terapia global capaz de abrir brechas na grande muralha da China! É por estas e por outras que a esfinge não tem nariz!
As explosões sonoras vão acontecer no Salão Brasil em Coimbra (dia 30), no Maxime Cabaret em Lisboa (dia 31), e no Lotus Bar em Cascais (no dia 36 de Março, isto é: 5 de Abril). Cheira bem, cheira a Ena Pá 2000! Viva o Big Pum!
sexta 30 março 2007 - salão brazil – lg. do poço nº3 em coimbra
bilhetes €7,00 – entrada para concerto a partir das 22h00 . tm 964401234 salaobrazil.blogspot.com
sabado 31 março 2007 - cabaret maxime, pç. alegria, 58 em lisboa
€10 com oferta de bebida - abertura de portas 22h00 . reserva de mesas tel 213467090
quinta 5 abril 2007 - lotus bar – lg. das grutas, edificio s.josé nº3 em cascais
bilhetes €10 com oferta de bebida – abertura portas 22h00 . tm 936590596 www.lotus-bar.com
mais informações:
producoes@banana.com.pt
tm 962804368
Terça-feira, Março 27, 2007
As minhas mais sentidas desculpas
Pá afinal, parece que há futuro para a televisao portuguesa! Muito embora eu tenha sempre duvidado da sua qualidade, devo confessar que nunca vi a floribela mais do que 5 segundos para poder confirmar a minha pré-concepcao. Até agora. Vejo-me refutadissimo, ao ver este clip da dita novela, que nao só é uma cena bem feita e encenada, é bem pertinente ás causas sociais e organicas do nosso/vosso pais.
Fica aqui o clip, e tambem as minhas desculpas á SIC e á producao da floribela. Quando voltar á tuga, nao vou perder nenhum episódio de nenhuma novela, para ver se esta alta qualidade se mantem.
droff out
Fica aqui o clip, e tambem as minhas desculpas á SIC e á producao da floribela. Quando voltar á tuga, nao vou perder nenhum episódio de nenhuma novela, para ver se esta alta qualidade se mantem.
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